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PMEs levam cerca de 20% do faturamento total do e-commerce
Qua, 02 de Maio de 2012 13:59

Para ACSP, ambiente marca grande oportunidade.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) realizou na última semana a terceira edição de 2012 do e-Commerce Meeting. O encontro apresentou aos empreendedores paulistanos as principais novidades do mercado e-commerce, bem como abordagens didáticas aos empresários ainda pouco familiarizados com o tema, de forma a integrá-los às plataformas.

Paulo Henrique Toldo, gerente executivo do ShopFácil Bradesco, abriu o evento apresentando os últimos números do mercado, que refletem a força e o crescimento do setor. “Em termos de evolução de e-consumidores, fechamos 2011 com 31,9 milhões de pessoas, um salto frente aos 23,4 milhões de 2010”.

Toldo apresentou dados do Google e Sebrae que demonstram a relação do universo das pequenas e médias empresas (PMEs) com o comércio eletrônico: ao todo são 4,8 milhões de empreendimentos, mas apenas um em cada 10 está online e conta com website. “Isso representa tanto oportunidades quanto esforços para quebrar paradigmas junto a esse empresariado”, disse o executivo. “De qualquer forma, temos que mostrar às PMEs que o e-commerce, além de uma tendência irreversível, é uma oportunidade ideal para que esses empreendimentos ganhem exposição e expandam sua atuação”.

Futuro
Genivaldo Oliveira, gestor da ACSP Shop – solução de e-commerce da associação – apresentou perspectivas de mercado promissoras do comércio web, em especial às PMEs. “Há uma estimativa de fechar 2012 com R$ 25 bi, sendo que, atualmente, as PMEs representam cerca de 20% do faturamento, com um tíquete médio por compra de R$ 350. Mais do que apresentar uma excelente relação custo-benefício, o comércio web é fundamental para esse perfil de empresa, que atua de forma segmentada e especializada”, explicou o executivo.

De acordo com Oliveira, o panorama brasileiro colabora substancialmente para essa expansão: no País, são 44 milhões de usuários ativos na internet, com uma alta adesão às redes sociais (86%). “Isso aumenta o poder do ‘boca a boca’, o que fatalmente colabora para as visitas à página. Automaticamente, ajuda a potencializar as vendas”.

Para começar bem um e-commerce, disse o executivo, é preciso ter um estoque mínimo de produtos, além de ampliar o portfólio e responder com rapidez aos emails de solicitação de produto. “Dentre vários outros fatores, isso é fundamental para quem está começando, pois colabora para a formação de imagem da loja virtual. Acaba gerando bom atendimento e uma primeira impressão positiva no cliente. O empresário novo no e-commerce não pode errar”, alertou.

Marketing
Para Luis Felipe Cota, executivo da Goomark, as ações de marketing a serem feitas sobre as lojas virtuais “são complemento para uma receita bem-sucedida de ação, e não a salvação da pátria. Infelizmente é isso que tem sido feito, e as empresas precisam se atentar”.

Com base no lema “informação é poder”, Cota evidenciou a importância de se obter informações contínuas não só na área de comunicação, mas do próprio mercado de atuação e até sobre macroeconomia. “O empreendedor não pode se dar ao luxo de perder oportunidades por mera falta de informação”.

O executivo do UOL Toda Oferta, Neilson dos Santos, apresentou o conceito de marketplace, que coloca no mesmo espaço virtual comprador e vendedor, que compram e vendem diretamente. Segundo Neilson, em março de 2012 foram contabilizados mais de 35 milhões de acessos únicos em blogs brasileiros. “Também devemos nos atentar ao fato de que sites com botão ‘compartilhar’, de redes sociais, recebem sete vezes mais menções na web, o que não deve ser ignorado em termos de estratégia de comunicação.”

Estrutura
A evolução dos meios de venda também foi abordada pelo executivo de desenvolvimento de negócios do PayPal, Willian Martins Ferreira. “Para se sentir mais seguro, no começo o consumidor via o produto no site e ligava no call center para efetuar a compra. Com o aumento da segurança dos sites, o telefone tem se tornado mais obsoleto, e o cliente tem cada vez mais adotado o procedimento web na totalidade – ou seja, do atendimento à compra”.

Conforme repercutido por vários especialistas, o representante da e-Commerce School, Gustavo dos Santos, mais uma vez enfatizou a necessidade de haver flexibilidade nas formas de pagamento. “Hoje em dia, no Brasil, o ‘10x sem juros’ passou a ser um padrão, e não mais um diferencial. Prazos de pagamento exíguos, somados a conteúdo pouco atraente do site e falta de organização nas informações são fatores que motivam o consumidor a fechar a página e procurar outro site para comprar”, disse.

Escrito por Redação   
 

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