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Back IP Expo 2011 Disputa de grandes operadoras por clientes abre espaço para empreendedores VoIP
Disputa de grandes operadoras por clientes abre espaço para empreendedores VoIP
Sex, 02 de Dezembro de 2011 12:19

Telcoms deixam a desejar em qualidade.

A batalha das grandes operadoras pelo segundo lugar no ranking de clientes torna o momento propício para empresas VoIP oferecerem preços e qualidade melhores que as das incumbents. Esta é a opinião de Rodrigo Mendes, VP de vendas e marketing da Associated Software Company, que participou do IP Expo. “As menores podem se diferenciar pelo atendimento”.

O executivo também analisou que telecomunicações é um negócio de commodity: “ganha-se no volume. Já trabalhamos com software as a service para Telecom há dez anos. Compra-se minuto na baixa e vende-se na alta, é como mercado de derivativos. Há que se considerar ainda que os prospects não querem mudar para o que não conhecem, pois muitos acham fácil iniciar montar uma operação VoIP devido ao baixo investimento”.

Mendes comenta que além do business plan conter a previsão de quantos minutos se pretende vender, é preciso conhecer quantos minutos a região de atuação demanda. “Definir o foco é importante também: pode ser mercado wholesale, aquisição de alto volume como no negócio de derivativo, compra e venda de minuto aproveitando as altas e baixas; mercado de arbitragem, a partir de uma central, começa a troca de tráfego e a arbitragem da tarifa conforme o volume; mercado retail, que atende o cliente corporativo e precisa de pessoas em campo para instalação equipamento nestas empresas e o mercado de calling cards, operado no geral em lan houses, com cartões que dão direito a um determinado tempo de conversação. Cada um requer uma gestão, investimento etc”.

Ele recomenda também que se defina o tamanho do negócio a ser montado, a qualidade que se ofertará e a tecnologia a ser adotada. “O ideal é investir inicialmente mais em aquisição de clientes, além de definir a região de atuação e verificar o que a base geográfica pode oferecer. São necessárias alianças de infraestrutura e desenvolvimento, além de escolher um bom canal de distribuição, que será como um sobrenome da empresa”.

O executivo orienta para que se conheça a concorrência e troque experiências para fazer negócios. “Já fizemos compras coletivas para clientes da área e conseguimos descontos significativos em equipamentos importados. Mas se o empreendedor não tiver capital, o jeito é repassar um pouco do custo ao cliente”.

 
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