| Evolução do setor educacional exige investimentos em TICs |
| Qua, 04 de Abril de 2012 16:20 |
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Cisco Plus 2012 discute mercado e aplicações tecnológicas. O setor educacional brasileiro vive um de seus melhores momentos históricos: o processo da inclusão se efetivou, e as discussões passam a girar em torno da qualidade e dos processos de qualificação profissional. Nesse contexto, e com a popularização dos tablets, smartphones e redes sociais, por exemplo, o setor vê nas tecnologias da informação e de telecomunicações um caminho natural de investimentos. “As instituições de ensino privadas do Brasil movimentam R$ 30 bilhões anualmente, e os investimentos em tecnologia oscilam dependendo da região do País”, diz William Klein, diretor de operações da Hoper Educação. “Mas essa média de investimentos não é boa, ficando entre 5% e 8%. A maior parte dos investimentos de uma instituição de ensino privada vai para a folha de pagamento.”
Com a evolução das tecnologias de rede, o setor de educação à distância (EAD) surge como um dos mais promissores. O sucesso atual dessa modalidade de ensino se desenvolveu muito no Brasil principalmente pela necessidade de licenciar os professores da rede de educação básica. Mas as possibilidades não param por aí. Há uma enorme gama de conteúdos (e públicos) potenciais. Os smartphone e tablets, já nas mãos inclusive de crianças em idade escolar, são outra plataforma potencial para o desenvolvimento de uma educação mais tecnológica. “Temos que nos preparar para ter 25 milhões de usuários de smartphones na rede de ensino brasileira”, prenuncia Klein. Esses recursos tecnológicos, segundo ele, devem servir ao propósito de motivar o aluno, fazendo com que ele estude mais e, consequentemente, aprenda mais. “Será que os vídeos e conteúdos multimídia podem ajudar? Tudo indica que sim. Onde é que isso vai rodar? Precisamos de infraestrutura: data centers, roteadores, wireless, tablets etc”, explica Klein. Soluções “A telepresença, por exemplo, pode servir para comunicações via vídeo que dependam de muito tempo em frente a tela, ou de visualização de detalhes em alta definição”, explica Santos. “Cursos de capacitação de professores, defesa de teses a distância, cursos técnicos profissionalizantes, são exemplos de aplicação destas tecnologias.” A pesquisa é outro ponto interessante. Os grandes data centers das universidades podem não só viabilizar pesquisas científicas que exijam alto processamento, mas também, com a capacidade ociosa, virtualizar acervos de livros para departamentos de ciências humanas. |
| Escrito por Marcelo Vieira |
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O executivo acredita que o grande desafio é mostrar a essas instituições que vale a pena investir em tecnologia, e que mesmo os problemas com folha de pagamento podem ser mais bem resolvidos com esses aportes. “É um mercado financeiramente rico, está aquecido e tem demanda”, diz Klein.


