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Com redes precárias, mercado de aceleração floresce no Brasil
Seg, 26 de Março de 2012 00:00

Computação em nuvem aumenta demanda por soluções.

Uma pesquisa global feita pela EMA (Enterprise Management Associates) mostra que o mercado de aplicações e aceleração de web está cada vez mais maduro, superando US$ 1,7 bilhão em vendas anuais. Isso se deve à contínua demanda por aplicações de alto desempenho, tanto dentro como fora das empresas.

“Considerando que o mercado mundial de ADC (Application Delivery Controlers) é de US$ 2,2 bilhões, e que o Brasil costuma representar 2% desse total, estimamos que isso representa perto de US$ 40 milhões”, diz Otto Pohlmann, diretor da Centric System.

Para Alexandre Otto, CEO da IP Connection, integradora especializada em soluções na nuvem, o potencial do mercado de aceleração web no Brasil é grande graças ao e-commerce, pois além do aumento da adesão e do volume de vendas o consumidor está cada vez mais confortável com essa modalidade de compras.

“Fora isto, ainda existe uma demanda grande para os sistemas corporativos baseado em SOA (service-oriented architecture), em que a interface de usuário é baseada em web. Com isto, as empresas precisam de aceleradores web também na rede local ou de longa distancia”, explica Otto.

Rede
Se as redes possuíssem capacidades ilimitadas não seria necessário acelerá-las. Mas a realidade está longe de ser essa, principalmente no Brasil, que enfrenta problemas crônicos de conectividade, mesmo nos grandes centros. Assim, a migração das aplicações para a nuvem acaba sendo mais rápida que os investimentos das operadoras em infraestrutura.

“Com certeza a demanda anda na frente da oferta”, diz Pohlmann. “O investimento em infraestrutura no Brasil anda sempre a reboque, na área pública ou privada. Isto é bom para nós que trabalhamos com soluções de aceleração, que ajudam a compensar as deficiências da rede.”

O executivo da IPConnection concorda. Mas, segundo Otto, o ritmo de migração para a nuvem fará com que as operadoras invistam em infraestrutura. “Sem ela as empresas não terão como sustentar os custos de links e serviços de nuvem, fazendo a migração ser mais demorada.”

Entre as empresas que mais buscam soluções de aceleração estão provedores de cloud computing e conteúdo, assim como lojas de e-commerce e da área publica, para suportar serviços de e-government, por exemplo. Entre as opções disponíveis no mercado estão produtos que exigem a instalação de equipamentos nos data centers e também aquelas através da nuvem, que não exigem mudança na estrutura física de rede das empresas.

As empresas, no entanto, devem ter alguns fatores em mente antes de apostar nessas soluções. “Elas devem verificar o provedor de serviço em nuvem, o tipo de oferta (pública, privada ou híbrida) e, feito isto, fazer uma prova de conceito para saber como suas aplicações se comportam neste tipo de ambiente”, explica Alexandre Otto. “Não tenha dúvida que, neste cenário, será quase obrigatório colocar um acelerador de link, não só pelas aplicações, mas também para diminuir o atraso na comunicação.”

Escrito por Marcelo Vieira   
 

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