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MiniCom e Qualcomm fazem acordo para expandir banda larga móvel
Sex, 20 de Abril de 2012 14:31

Empresa terá centro de tecnologia em São Paulo.

O Ministério das Comunicações (MiniCom) e a Qualcomm anunciaram nesta sexta-feira (20) uma parceria para expandir os serviços de banda larga móvel no País e massificar o uso de smartphones e tablets. A empresa vai montar em São Paulo um centro de tecnologia para desenvolver aplicações destinadas a smartphones e tablets, em colaboração com empresas fabricantes.

É a primeira vez que a empresa americana, líder mundial em tecnologia sem fio, faz um acordo do tipo em um país da América Latina. O documento assinado prevê ainda a criação de um laboratório de testes, mas a empresa não revelou o montante de investimentos que fará.

O ministro Paulo Bernardo informou que já discutiu com o Ministério da Fazenda a possibilidade de o governo promover desoneração para os novos dispositivos que forem desenvolvidos com o fim de “massificar de forma mais rápida as telecomunicações”. O foco principal do MiniCom são as áreas rurais e remotas, onde esses serviços são deficientes. O objetivo do governo é levar tecnologia de quarta geração para essas regiões usando a frequência de 450 MHz, que será leiloada em junho.

Novas desonerações não devem trazer prejuízos de arrecadação, disse o ministro. "Não vamos abrir mão de receita porque estaremos trazendo produção do exterior para cá, permitindo aumento de receita e não redução”, alegou. “Novas fábricas poderão gerar muitos empregos e pagar tributos. É o mesmo tratamento que damos aos computadores, laptops, netbooks e tablets.” As medidas fiscais não têm data para serem implantadas.

A Qualcomm vai participar também do programa Ciência sem Fronteiras, dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação, na concessão de bolsas para estudantes interessados em desenvolver conhecimento nessa área.

O presidente da empresa, Rafael Steinhauser, prevê que os dispositivos de telecomunicações deverão trabalhar sempre em plataformas de comunicação em nuvem. "No mundo do celular, como no do computador e da TV, tudo está convergindo para o sistema de plataformas operacionais não só abertas, que permitem utilização de aplicativos no mundo inteiro, mas também usando a plataforma com aplicativos em nuvem”, explicou o executivo. “O Brasil precisa participar disso também, de forma que o usuário faça acessos com o mundo inteiro, independentemente da marca de seu aparelho. Isso é importante também na própria indústria, na área da publicidade, na área social, na mídia, na saúde, na educação e na área de entretenimento e de jogos”.

* com informações da Agência Brasil

Escrito por Redação*   
 

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