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Moçambique usa M2M no combate contra o HIV em crianças
Qua, 11 de Abril de 2012 11:02

Sequoia e Telit desenvolveram aplicação via celular.

A tecnologia de comunicação máquina a máquina (M2M) está sendo usada para prevenir a contaminação de crianças pelo vírus da Aids na África. A Sequoia Technology, empresa de M2M do Reino Unido, em parceria com a Telit Wireless Solutions, desenvolveu uma maneira de as clínicas médicas rurais africanas receberem, poucos dias depois de realizados, os resultados de testes de HIV em mães gestantes via comunicação sem fio.

A iniciativa permite que as gestantes HIV positivo iniciem o tratamento com drogas anti-retrovirais mais cedo, diminuindo em 40% as chances de transferir o vírus para seus bebês. Atualmente, metade das crianças recém nascidas em Moçambique morre de HIV antes do segundo ano de vida.

Patrocinado pela Fundação Clinton e pelo Ministério da Saúde de Moçambique, o projeto Diagnóstico de HIV para a Primeira Infância já salvou cerca de 20 mil bebês da infecção pelo vírus desde seu lançamento, há seis meses. O programa será expandido para outros nove países africanos, incluindo Quênia, Botsuana, Zimbábue, Tanzânia, Uganda, entre outros.

A Sequoia Technology desenvolveu uma impressora pequena e barata que incorpora protocolo sem fio SMS (serviço de mensagem curta) usado para envio de mensagens em celulares. Utilizando módulos sem fio GC864-Quad V2 da Telit Wireless Solutions, as impressoras SMS são conectadas a uma porta de ligação GSM que permite que os resultados laboratoriais sejam transmitidos para essas impressoras instaladas nas clínicas rurais.

“Existe pouca infraestrutura na África – a maioria destas clínicas não podem ser alcançadas por carro, não têm serviço de correio e nem linhas telefônicas”, diz Nick Lidington, diretor da Sequoia Technology. “O desafio foi usar o único modo de comunicação que existe em todas as partes da África: a rede celular".

“O kit da impressora e o software que desenvolvemos tem recebido interesse de vários ministros da saúde do continente africano”, disse Lidington. “Sua utilização pode ser feita para obter resultados de exames para outras doenças, como malária e tuberculose, possibilitando que o tratamento comece muito antes, o que aumenta as chances de cura.”

Lington diz que o software de monitoramento avançado incluído no sistema pode ser uma ferramenta poderosa para rastrear regiões onde as doenças estão se espalhando, possibilitando que recursos médicos sejam aplicados de acordo com a demanda.

Há aproximadamente 400 clínicas em Moçambique equipadas com essas impressoras.

Escrito por Redação   
 

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