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Hackers estão infectando redes impunemente, diz Websense
Ter, 08 de Maio de 2012 10:13

55% das ameaças estão na web.

O Websense Security Labs divulgou nesta segunda-feira (7) um relatório no qual elenca três fatores responsáveis pela atual epidemia de roubo de dados: redes sociais, infiltração evasiva de malware difícil de ser detectada e roubo sofisticado de dados confidenciais. “As defesas tradicionais não funcionam mais”, diz Charles Renert, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Websense.

Segundo o executivo, as empresas precisam de defesas em tempo real, com diversos pontos de detecção que analisam profundamente o conteúdo de entrada em cada site e e-mail, e a saída de dados sensíveis. “Hoje, quase todos os ataques com a intenção de roubar dados envolvem a internet ou e-mails. Muitos estão adotando a engenharia social para se aproveitar do elemento humano, que é o elo mais fraco da segurança”, diz Renert. “A geração atual de hackers usa diversos pontos de dados e vetores de ameaça para escolher suas vítimas e, por esse motivo, apenas uma solução que conhece todo o ciclo de vida das ameaças e combina as informações de cada fase do ciclo é capaz de oferecer a proteção necessária".

A pesquisa aponta que 82% dos sites maliciosos estão hospedados em servidores comprometidos. Se esse tipo de servidor prevalece, não há como confiar nos serviços em nuvem e de hospedagem. Isso ameaça desacelerar a economia, que usa a nuvem como base para o comércio, as comunicações e a cultura, diz a Websense. Atualmente, 55% das comunicações de malware para roubo de dados estão baseadas na web.

No Facebook, 43% das atividades envolvem transmissão de mídia, incluindo vídeos virais. Isso é mais de cinco vezes maior que a segunda categoria de atividades do Facebook, notícias e mídia. Esse volume de transmissão de mídia é importante porque as armadilhas (como vídeos, ofertas de brindes falsos, pesquisas e fraudes) aproveitam a curiosidade do usuário e migraram para as redes sociais.

Metade dos redirecionamentos de malware leva aos Estados Unidos, com o Canadá em segundo lugar. Exatos 60% dos ataques de phishing estão hospedados nos Estados Unidos, com o Canadá em segundo lugar. Os EUA também são a principal fonte de malware (36%), com a Rússia em segundo lugar.

Spam e aplicativos
Setenta e quatro por cento dos e-mails enviados são spams, comparados com os 84% do ano passado, diz a pesquisa, mesmo que os esforços para reprimir as redes que enviam spams estejam mostrando resultados. Embora o volume geral de spam esteja diminuindo, 92% deles contêm uma URL, ilustrando a combinação cada vez maior de ameaças atuais do e-mail. As cinco principais armadilhas do malware por e-mail são: notificações de pedidos, confirmações de ingressos, notificações de entrega, e-mails de teste e informações de restituição de impostos. O phishing também cresce como veículo para os ataques direcionados.

O Websense Labs analisou mais de 200 mil aplicativos para Android e detectou uma quantidade significativa de atividades ou permissões maliciosas. O número de usuários que serão expostos a um aplicativo móvel malicioso está aumentando rapidamente.

O Relatório de Ameaças 2012 da Websense pode ser acessado no site da empresa.

Escrito por Redação   
 

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