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Juniper concorrerá no PNBL com roteadores 'robustos e econômicos'
Qui, 19 de Abril de 2012 00:00

Empresa quer crescer 50% acima do mercado.

A Juniper Networks levará para os leilões do Plano Nacional de Banda Larga seus Firewalls, CPEs (Customer Premises Equipment) e Famílias T e MX de roteadores. De acordo com o vice-presidente de vendas e provedores de serviços da América Latina e México, Carlos Brito, os diferenciais são o circuito integrado próprio desenvolvido pela empresa, o software de gerenciamento comum a todo portifólio que roda em plataforma aberta e a densidade de portas que atende o dobro de capacidade da concorrência. “A economia de energia em média pode ser de 16% a 50%, dependendo da configuração”.

Enquanto Cisco anuncia produção local, Juniper e Avaya avaliam possibilidade

A empresa, que quer crescer 50% acima do crescimento do mercado de telecomunicações na América Latina, definiu entre março e abril do ano passado investimentos nos Brics e México em eventos de parceiros a cada trimestre, o que antes acontecia uma vez ao ano, além de participações em feiras estratégicas como Futurecom e atividades como Inovation Day. “Em um ou dois dias nas operadoras, falamos das soluções, visão de mercado e fazemos demonstrações. Neste trimestre fizemos em Curitiba, Rio, São Paulo, na Argentina, Chile e México. Só ontem na capital paulista com 36 canais investimos de US$ 30 a US$ 50 mil e vamos repetir trimestralmente”.

A equipe de pré-vendas cresceu 50%, o marketing também teve o mesmo aumento na América Latina e serviços 40% para projetos de services delivery e project management. “Atualmente temos 130 canais”. O escritório local dobrou: era 100 m2. Quanto à produção local, Brito conta que está avaliando. “O Brasil não tem mão de obra barata, mas ainda estamos em análise”.

Para o executivo, o modelo de negócios do PNBL pode não ganhar escala a curto prazo pela concorrência com grandes operadoras e pela dependência da contratação de grande rede de abrangência nacional que algumas grandes empresas já estão operando. “Antes as redes de voz geravam receita para as empresas, mas este componente caiu, o tráfego de dados cresceu, as operadoras estão operando no limite, tanto de investimentos quanto de capacidade. Os usuários estão investimento em média R$ 50 e usando cada vez mais serviços como Skype e Facebook que geram tráfego, mas não remuneram. As operadoras querem evitar ser só um ‘cano de entrega’ e investem em conteúdo. Temos soluções de gerenciamento de conteúdo inteligente sem usar muitos recursos, de gerenciamento de data center que diminui o custo total de propriedade de 35% a 40%, além dos roteadores e switchers e o Junos Pulse, que gerencia segurança de smartphones, localiza o aparelho se perder, avisa a última vez que foi ligado se acabar bateria”.

Brito afirma que 20 operadoras no mundo hoje detém 68% da receita global de telecomunicações global. “A Juniper está presente em 14 delas. No Brasil está em todas exceto na Embratel”.

Escrito por Francine Machado   
 

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