| Para Samsung, mercado de videovigilância IP ainda é baixo |
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| Sex, 26 de Fevereiro de 2010 08:42 |
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Com a unificação dos dois ramos tecnológicos da Samsung – Eletronics e Techwin –, além dos canais e clientes que passaram a receber produtos com uma só marca, a Samsung, a empresa anunciou que vai entrar com uma estratégia agressiva no mercado de vigilância por imagem. Segundo o vice-presidente da empresa na América Latina, Pedro Duarte, a divisão Techwin adquiriu a Eletronics e os recursos em ambas as linhas de produção foram somados para otimizar os negócios. “Como não sofremos com a crise em 2009, podemos agora duplicar os recursos na área de CCTV (circuito fechado de televisão) e investir em pesquisa e novas soluções”, diz.
A empresa, que tem fábricas na Coreia e China, aponta ainda no crescimento do mercado de segurança em câmeras sobre IP para os próximos anos. “A câmera IP é desejada pelo empresariado brasileiro e mundial e, hoje, representa 20% da nossa receita nas Américas” continua Duarte.
No entanto, o executivo enfatiza que os investimentos não são maiores por causa da falta de incentivo nos países. “A venda de equipamentos sobre IP ainda é pequena porque existe, em muitos lugares e principalmente no Brasil, a limitação da banda larga. Essa defasagem prejudica os investimentos e o uso da tecnologia, que necessita de grande capilaridade para transferência de imagens simultâneas pela rede”, avalia.
Hoje, de acordo com William Barshop, diretor de vendas Samsung da América Latina no Cone Sul, o mercado mundial de sistemas de segurança sobre IP representa 30% da receita nas empresas, enquanto que os 70% são vindos de tecnologia analógica. “Isso acontece porque não há estrada que faça a comunicação trafegar com qualidade”.
Duarte aponta que os projetos de vigilância sobre IP só acontecem porque as próprias empresas investem em infraestrutura de rede. Além disso, ele destaca que no Brasil as redes das empresas são muito boas e por isso são as que mais instalam câmeras de vigilância sobre IP, em relação ao mundo. “Mas, do lado de fora da porta dessas companhias é necessário melhorar a malha e isso é obrigação do poder público. Esse é um dos motivos que grande parte dos empresários ainda preferem comprar equipamento analógico”, enfatiza.
Outra questão levantada pelo executivo é que, hoje, a vigilância sobre IP trafega na mesma rede em que rodam mais aplicativos, como voz, dados e fotos. Segundo ele, é necessária uma malha independente para que os projetos tenham melhores eficiências de serviços e não haja problemas na transmissão de imagem. “Em lugares como nos EUA, já estão sendo implementados backbones para a utilização de CCTV”, diz.
Estratégia para o Brasil
Com escritório no Brasil há um ano, a fabricante gerencia seus canais na América do Sul e diz fazer pesquisas com o consumidor final, a fim de customizar tecnologias de acordo com as necessidades locais. “Aqui há grande possibilidade de investimentos em câmeras IP das mais avançadas”, reforça William Barshop. No Brasil, segundo o executivo, a região sudeste predomina os investimentos e aquisições de novas tecnologias.
De acordo com o presidente da Samsung das Américas, J.W. Ahn, “a empresa irá lançar 90 produtos neste ano e deste total, 60% usam a tecnologia sobre IP”.
A aposta da empresa para o mercado brasileiro é grande, já que muitas corporações ainda não utilizam sistemas de seguranças em suas estruturas ou nos em pontos específicos de serviço. “Destaco como exemplo as empresas de telecomunicações, a maioria não possui uma câmera para vigiar suas antenas instaladas e, por isso, sempre são danificadas ou roubadas. A depredação ocasiona grandes gastos mensalmente às corporações”, diz Barshop.
O vice-presidente da empresa informou que a Samsung detém, atualmente, de 7% a 10% de market share (espaço de mercado) no Brasil, o que inclui dados das duas divisões. “Trata-se de um mercado de 1,2 milhões de dólares”, argumenta em relação ao segmento total de segurança. Segundo ele, há um crescimento esperado de aproximadamente 8% nos próximos anos, sendo que, entre outros interesses, há um foco especial nos eventos esportivos que serão sediados no Brasil. “Além da segurança dos estádios e ginásios em si, todo o entorno turístico precisará de vigilância”, conclui. |
| Escrito por Alexandro Cruz e Gabriela Castellani |
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Serviços incluem e-mail, antispam, backup e soluções da Microsoft.



Para o vice-presidente da empresa, Pedro Duarte, atualmente a aquisição de câmeras sobre IP representa apenas 30% do total em segurança e que a falta de infraestrutura na região prejudica a eficiência do produto. 


