Especialista indica o que as empresas buscam nos profissionais enquanto a inteligência artificial ocupa cada vez mais o mercado de trabalho
A pesquisa CEO Survey, realizada pela PwC, entrevistou 4.700 executivos de 105 países e chegou a uma conclusão que ao menos um quarto dos entrevistados acreditam que vão demitir colaboradores em 2024 devido ao uso de inteligência artificial generativa. No Brasil, esses CEOs chegam a 31%, e a redução esperada do quadro de funcionários é de ao menos 5%.
Também recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que 40% dos empregos ao redor do mundo devem ser impactados pelos efeitos da inteligência artificial. Os efeitos podem ir de desligamentos até a redução na procura de mão de obra, o que se reverte em salários mais baixos.
No entanto, 56% dos CEOs da indústria de tecnologia, mundialmente, projetam contratar mais em 2024, uma taxa quase 20 pontos percentuais mais alta do que a média global, principalmente para a área de tecnologia, aponta a CEO Survey. “A área de tecnologia está crescendo e precisa de mais pessoas capacitadas. Ao mesmo tempo, conforme a IA reduz custos e aumenta a receita nas empresas de todos os setores, o crescimento acaba significando novas contratações, eventualmente”, lembra Arnobio Morelix, CEO e cofundador da Sirius, faculdade focada em ciência de dados e inteligência artificial.
Áreas mais requisitadas dentro da tecnologia, como Ciência de Dados e diferentes tipos de Engenharia, devem ver boa parte dessa procura. Mas Arnobio relembra que inúmeros negócios vão se envolver mais com IA no âmbito da automação de tarefas, o que significa que os empregos que se baseiam primordialmente em operações repetitivas são os mais passíveis de enfrentarem a tal substituição. Já quem trabalha com estratégia continua requisitado, desde que inclua a inteligência artificial nos planos.
“Estamos vivenciando um ponto de mudança muito importante para toda a humanidade. As IAs estão sendo incorporadas às funções existentes no mercado de trabalho e também estão criando novas, e as pessoas ainda são necessárias, só que lado a lado da tecnologia e não contra ela. Os profissionais terão que se adaptar, e quem começar mais cedo vai se dar melhor”, ressalta Arnobio.
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