Digitalizar os processos de ontem é necessário, mas não é uma estratégia de diferenciação. As empresas precisam construir novos modelos de negócios e se estruturar para o futuro.

De acordo com Eric Duffaut, Chief Customer Officer (CCO) da Software AG, as organizações que não se transformarem rápido irão morrer devagar, o que ele denomina “darwinismo digital”. Para auxiliar as empresas nessa transformação, Eric elencou os cinco pilares para uma jornada de transformação digital bem-sucedida, durante evento organizado pela Software AG, ‘Roundtable: Desafios e oportunidades da Transformação Digital no Brasil’, realizado recentemente em São Paulo e que reuniu CIOs e executivos de diversos setores. Confira:
1 – Criar uma experiência para o cliente acima das expectativas: este deve ser o objetivo principal das organizações; é preciso sempre ter em mente a necessidade de colocar o consumidor em primeiro lugar, como o centro de todos os processos das companhias. Com a tecnologia tudo se torna mais simples – é possível responder e atender ao cliente em tempo real com informações exatas sobre suas necessidades e sua jornada de usuário, e com resultados precisos sobre todas as ações realizadas.
2 – Criar valor por meio de dados em tempo real: as decisões devem ser tomadas sempre baseadas em dados; Big Data em tempo real possibilita realizar as análises que são peças fundamentais para segmentar os clientes e alinhar as ações das empresas para agregar valor de forma personalizada, em função do que cada cliente representa para a companhia.
3 – Transformar processos e construir uma arquitetura empresarial do Século XXI: a transformação da arquitetura tecnológica e de todos os processos da companhia é a base para suportar sua estratégia digital. As empresas precisam de capacidades modernas e robustas de integração de sistemas de TI existentes, on premise e/ou na nuvem, além de gestão de APIs para atender às demandas internas e de seu “ecossistema” digital. Adicione a isso a força das análises em tempo real, tomada de decisões preditiva e Inteligência Artificial, e sua organização terá uma plataforma digital baseada em uma arquitetura do Século XXI para ganhar velocidade, inteligência e transformar dados em valor.
4 – Fundir o mundo físico com o digital: estima-se que vão existir mais de 50 bilhões de dispositivos conectados até 2020. A Internet das Coisas (IoT) permitirá a aparição de novos serviços e funcionalidades ligados a produtos já existentes, e incorporar essa tecnologia possibilitará o ganho de produtividade, competitividade e lucratividade. Não há limites para o potencial do IoT.
5 – Reformular o papel do CIO para CDO: de chefe de sistemas a responsável pela digitalização, ou simplesmente Chief Digital Officer (CDO). Não há mais espaço para a simples administração de TI. Já existem cerca de 20.000 CDOs no LinkedIn e a relevância desta mudança não está no nome do cargo, mas sim no papel de liderança de negócios, com reporte direto ao CEO e participação no comitê de gestão das empresas, o que reforça a natureza crítica da transformação digital.
A transformação digital dos laboratórios Dasa
O software é o motor da inovação nos negócios, proporcionando velocidade e escala. Empresas de diversos segmentos estão utilizando software para criar novos serviços, produtos e novas formas de operar, para então liderar seus mercados. Para Eric, a transformação se assemelha muito ao processo pelo qual passa uma borboleta. “A lagarta se fecha em um casulo, vai mudando aos poucos e depois surge uma borboleta”, explicou. “E é isso o que as empresas precisam fazer. Se transformar, criar asas e alçar voos mais longos e prósperos por meio da tecnologia, causando impactos que literalmente irão mudar o mundo”, completou.