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58% dos executivos C-Level acreditam que a IA afetará seus planos de carreira a longo prazo

foto: iStock

A intensificação do uso da inteligência artificial (IA) nas organizações tem imposto desafios complexos às estruturas de governança e às lideranças estratégicas. Fora questões regulatórias, operacionais e até de ética, uma das preocupações entre os executivos de C-level é sobre o impacto da inteligência artificial nos modelos tradicionais de desenvolvimento de sua própria carreira.

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O estudo global Talent Trends Leadership 2025, da Page Executive, unidade de negócios do PageGroup especializada no recrutamento de executivos da alta liderança, revela que 58% dos respondentes brasileiros acreditam que o crescimento da IA afetará seus planos de carreira a longo prazo. O percentual reportado é semelhante à média global (59%) e da América Latina (60%).

Os números também mostram que mais da metade (54%) dos líderes brasileiros afirmaram que o crescimento da IA está influenciando as decisões sobre sua carreira. O dado é semelhante ao verificado no mundo (54%) e superior ao dado da América Latina (50%).

Executivos não condicionam mudança na carreira a ameaça de emprego

Redefinir o plano de carreira não significa, pelo menos para a alta liderança, de que seus empregos estejam ameaçados. Segundo o levantamento, 84% dos respondentes acreditam que a IA não é uma ameaça à sua estabilidade no trabalho. O índice é superior ao verificado tanto na América Latina (81%) como no mundo (68%).

Ainda assim, de acordo com a pesquisa, quase um quarto (24%) dos respondentes globais consideram o uso da inteligência artificial um risco à estabilidade de seu emprego no longo prazo. O número é superior ao registrado na América Latina (11%) e no Brasil (8%).

A Page Executive defende que a inteligência artificial não está substituindo a liderança, mas sim redefinindo-a. Segundo a empresa, profissionais sêniores que entendem como integrar a IA tendo em vista eficiência, estratégia e inovação terão vantagens. Em vez de temê-la, os líderes devem abraçar seu potencial e as organizações devem tomar medidas mais claras para entender e comunicar o poder transformador que ela possui.

IA no dia a dia da alta liderança

Os profissionais brasileiros da alta liderança também afirmaram que utilizam inteligência artificial no trabalho. Segundo o levantamento, 62% dos respondentes utilizam a tecnologia em suas funções. O dado supera a média no mundo (60%) e na América Latina (52%). Quanto à frequência da utilização, 36% dos brasileiros declararam utilizar pelo menos uma vez ao dia, mesmo percentual dos respondentes da América Latina e um pouco inferior à média global, de 38%.

O uso da inteligência artificial no trabalho não está condicionado à recomendação ou fornecimento da solução, pelo menos para a alta liderança brasileira. De acordo com a pesquisa, 53% dos respondentes do Brasil utilizam IA para trabalhar sem a determinação da empresa onde atuam ou implementação da ferramenta. O índice é superior ao verificado tanto na América Latina (51%) como no mundo (32%).

O Talent Trends Leadership 2025 é um dos levantamentos mais abrangentes sobre o mercado de trabalho global da alta liderança, conduzido entre novembro e dezembro de 2024, em 36 países. A pesquisa ouviu aproximadamente 4 mil profissionais que atuam em empresas de diversos portes e segmentos. O objetivo do estudo é entender as mudanças nas expectativas de talentos executivos.

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