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5G habilita iniciativas de Indústria 4.0 no Brasil

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Durante o 5G Brasil Summit, webinar realizado hoje (4/9) pela Teleco, Luiz Mariano, diretor executivo da FITec, destacou o papel do 5G como habilitador da Indústria 4.0. Segundo ele, investimentos em rede 5G estão sendo feitos para implementar conceitos da nova revolução industrial, como Internet das Coisas (IoT) massiva, que permite o uso de gêmeo digital, o coração da Indústria 4.0.

Ele destacou seis iniciativas brasileiras:

Segundo Mariano, os investimentos em redes 5G buscam redução de custos, respostas em tempo real, conexão massiva entre dispositivos, mais inteligência nos processos industriais, treinamentos e manutenções mais eficazes com tecnologias de realidade virtual e aumentada (VR/AR).

Por que usar o 5G?

A escolha pelo 5G é pela questão da baixíssima latência, o que é muito importante para operação industrial. Em comparação com o Wi-Fi 6, o 5G entrega menos interferência e maior densidade, características que só seriam compensadas com o investimento em muitos access points e roteadores.

A segurança da rede privada também é maior em comparação com outros modelos de conectividade e permite maior mobilidade, necessário no caso de indústrias específicas, como a mineração. “O próprio Wi-Fi 6 pode ser uma solução em diversas situações a depender do caso de uso”, complementa o diretor.

Mariano ainda ressalta que, com o advento do Wi-Fi 7, que ainda não teve homologação de equipamentos no Brasil, vai trazer mais mobilidade e velocidade e deve abrir novas oportunidades. Dessa forma, ele pode ser um concorrente para o 5G, mas aí caberá às indústrias decidirem se esperam pela tecnologia ou se preferem investir em redes privativas.

Desafios

A adoção de redes privativas, no entanto, traz desafios e pode desacelerar a atualização da indústria brasileira. Mariano cita o custo da infraestrutura e da complexibilidade dos projetos como impeditivos.

Para o primeiro caso, ter algum incentivo governamental para indústrias menores e modelos de negócio baseados em assinatura pode ser a resposta. No entanto, também será preciso treinar pessoal para operar e manter novas tecnologias, algo para o qual a indústria não está preparada, diz o executivo.

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