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5G pode gerar US$ 23 bi em negócios B2B e 200 mil empregos no Brasil até 2024

Durante o webinar sobre o 5G realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizado hoje (12/11), Vitor Cavalcanti, diretor-executivo do Movimento Brasil Digital, apontou que o 5G pode gerar até US$ 23 bilhões em negócios no País em quatro anos, criando, neste processo, 200 mil novas oportunidades de emprego. O executivo destacou que tudo depende do cronograma do leilão de frequências, previsto para o primeiro semestre de 2021, e que, se não for arrecadatório, pode levar até US$ 2 bilhões em investimento em infraestrutura de rede no Brasil.

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“O Brasil já experimentou uma digitalização de processos mais simples motivada pela pandemia, e agora pode vir digitalização mais complexa”, aposta Cavalcanti. De acordo com ele, diversas indústrias e negócios já estão se preparando para o 5G, como os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, e seria apenas questão de implementar a tecnologia para começar a testar novos casos de uso. 

Georgia Sbrana, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, que também participou do webinar, concorda e apontou o caso do Mercado Livre que, em três meses, digitalizou planos previstos para três anos. “O uso de conectividade aumentou durante quarentena e brasileiros agora veem telecom no top 3 de itens essenciais para o momento que estamos passando”, destaca a executiva. 

Ela aponta que tudo depende agora do Brasil aproveitar ou não essa oportunidade. “O 5G não é mais um G. Ele traz mais velocidade e menos latência, essencial para a eficiência de negócios, principalmente para a Internet das Coisas (IoT)”, afirma. “O que se espera é que o 5G chegue ao Brasil no ano que vem para que o País não perca a onda, pois ele vai abrir ecossistema para empresas de diferentes setores.” 

 

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