Segundo estudo da Palo Alto Networks, 61% das empresas brasileiras pesquisadas investiram mais de 10 milhões de dólares (equivalente a R$ 52 milhões) em nuvem em 2023. A porcentagem é ainda maior que a média global, que é de 59%. O estudo ouviu 2.800 executivos e profissionais ligados a TI de companhias dos setores de produtos e serviços de consumo, recursos energéticos e industriais, tecnologia, mídia e telecomunicações, serviços financeiros, e saúde.
O estudo, que também ouviu as preocupações das empresas em relação à segurança na nuvem, aponta que ter código gerado por inteligência artificial (IA) é o principal receio de 44% das organizações devido a vulnerabilidades imprevistas e possíveis explorações. Como os algoritmos criam software de forma autônoma, a falta de supervisão humana pode levar a falhas de segurança não detectadas. Além disso, o rápido desenvolvimento de código gerado por IA pode ultrapassar os métodos tradicionais de teste de segurança, aumentando a probabilidade de vulnerabilidades.
De acordo com o estudo, as organizações estão em diferentes estágios na adoção da IA. Metade dos entrevistados (50%) usam IA para gerar e otimizar código. O Brasil se posiciona como o terceiro país que mais adota essa prática (57%), atrás apenas de Singapura (60%) e Índia (58%), mostrando o avanço significativo do país na integração da IA.
Os riscos associados à API também estão entre os principais listados pelos entrevistados. Sendo gateways para troca de dados e integração entre aplicativos, APIs podem permitir acesso não autorizado, expondo dados confidenciais e criar vulnerabilidades para ataques cibernéticos. Os brasileiros são os que mais expressam essa preocupação, com 52% das empresas, enquanto a média global é de 43%.
À medida que o conhecimento sobre a tecnologia de IA avança, o seu uso para ataques impulsionados por essa popularidade aumenta também. A terceira maior preocupação dos executivos entrevistados é o uso da IA como arma para um ataque mais sofisticado e direcionado, dificultando o planejamento e a defesa (38%).
Gerenciamento inadequado de acessos à nuvem é citado, em sequência, por 35% dos respondentes, enfatizando os desafios que as organizações enfrentam para controlar quem tem acesso à nuvem.
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