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84% das empresas acreditam que inteligência artificial é essencial para a competitividade, aponta estudo

Pesquisa da TCS revela que as empresas que investiram mais na AI tiveram crescimento de receita de até 16% apenas por causa da tecnologia.

Segundo estudo da Tata Consultancy Services (TCS), desenvolvedora de soluções de negócios, consultoria e serviços de TI, 84% das empresas consideram o uso da inteligência artificial (IA) “essencial” para a competitividade, com mais da metade vendo a tecnologia como “transformadora”. A pesquisa foi realizada com 835 executivos de empresas globais com receita média de US$ 20 bilhões, em quatro regiões diferentes e de variados mercados.

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O estudo aponta que o departamento de TI é a área que mais adota a IA, com 67%, a fim de detectar invasões de seguranças, problemas de usuário e automação. No entanto, 32% das empresas acreditam que o maior impacto da IA até 2020 será em vendas, marketing ou atendimento ao cliente. Um em cada cinco (20%) prevê que o maior impacto da IA será em funções corporativas não relacionadas diretamente a clientes, como finanças e Recursos Humanos.

Os executivos entrevistados também responderam sobre o impacto da IA na geração de empregos e estimam uma redução líquida do quadro de funcionários em cada função entre 4% e 7% até 2020. Porém, as empresas com os maiores ganhos de receita e eficiência de custos gerados pela IA veem uma demanda três vezes maior por novos postos de trabalho ao fim do período por conta da IA, em comparação com sua contraparte.

De acordo com a TCS, a inteligência artificial já está sendo usada para automatizar determinados processos e impulsionar a eficiência, ajudar funcionários a serem mais produtivos, dedicar mais tempo a funções de negócios mais estratégicas e criar novos trabalhos e serviços que não eram possíveis no passado.

Investimentos e retornos gerados pela IA estão crescendo; América do Norte e Europa lideram

A TCS estima que, com a IA se tornando uma tecnologia difundida, os investimentos financeiros na tecnologia devem crescer, já que 7% das empresas entrevistadas destinaram, pelo menos, US$ 250 milhões cada uma para IA em 2016, e 2% já planejam investir mais de US$ 1 bilhão até 2020 – provavelmente buscando conquistar uma vantagem competitiva como primeiros a adotar a IA.

O estudo revela uma clara correlação entre investimentos em IA e impacto nos negócios. As empresas que conquistaram os maiores ganhos de receita e redução de custo relacionados com IA, investiram cinco vezes mais na tecnologia do que as empresas com menores ganhos de receita e redução de custo associados à IA. Os líderes geraram um aumento médio da receita de 16% a partir de iniciativas de IA em 2015 versus 2014, enquanto os retardatários viram um modesto crescimento na receita de 5%. Regionalmente, as empresas norte-americanas foram as principais investidoras em IA em 2015, com um valor médio por empresa de US$ 80 milhões, seguidas pelas europeias com US$ 73 milhões, as empresas da região Ásia-Pacífico com US$ 55 milhões e as da América Latina com US$ 51 milhões.

Segurança cibernética é a principal razão para se adotar IA

Os executivos participantes da pesquisa em todas as regiões e setores apontaram quatro fatores como os mais importantes na aceitação generalizada e benefícios da IA para os negócios. Quase sete em 10 empresas (68%) usam atualmente a IA para detectar e prevenir potenciais ataques e ameaças à segurança dos sistemas. Outros fatores importantes incluem o desenvolvimento de sistemas cognitivos que aprendem continuamente e têm a capacidade de tomar decisões confiáveis e seguras baseados em massas de dados, e ganhar a confiança dos gestores para usar as recomendações da IA sobre o que devem fazer.

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