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90% de ataques são contra aplicações da web

De acordo com especialista, problema é causado pelas apps conectadas a redes abertas.
 
Encurtadores de URL estão entre as táticas para disseminar malware
 

O especialista em produtos WAF – Web Application Firewall – da norte-americana Barracuda, Oliver Wai, afirma que entre 75 e 90% dos ataques, hoje, são contra aplicações web e que as empresas ainda não têm consciência da necessidade de proteger esses ativos.
 
Wai explica que a segurança das aplicações, principalmente aquelas conectadas a uma rede aberta, é bastante complexa, pois as aplicações web, e-commerce, Internet bank, na realidade são agrupamentos bastante heterogêneos de plataformas, bancos de dados e servidores de aplicação.
 
De acordo com dados do Relatório ‘WebShoppers’, o e-commerce brasileiro cresceu 40% no primeiro semestre de 2010, em comparação com o mesmo período de 2009. Além disso, de acordo com o Cetic.br, os sites ‘.br’ ultrapassaram a casa dos dois milhões, em junho de 2010, um incremento de 24% em relação a junho de 2009. Já os incidentes reportados ao CERT.br cresceram 61%. Foram 358.343, em 2009, contra 222.528, em 2008.
 
A partir daí o executivo explica que há dois problemas principais no quesito segurança: O acesso a serviços corporativos e bancários, a realização de compras, consultas, pesquisas são feitas pelas portas públicas (80 e 443), que não podem ser bloqueadas pelos firewalls comuns, pois os visitantes não acessariam o site e nem as aplicações. “Por isso os hackers concentram os ataques nessas portas”, alertou ele.
 
O outro problema são as falhas de segurança presentes no desenvolvimento das aplicações.
 
Um estudo do Departamento de Defesa dos Estados Unidos indica que há em média 15 erros críticos de segurança a cada mil linhas de código. E de acordo com o Forrester Researcher, mesmo que um defeito de segurança seja detectado, leva em média de 30 a 90 dias para ser consertado, testado e aplicado.
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