Dado é de executivo da IBM, que também mostrou exemplo da McLaren e da Honda na aplicação de IoT para melhorar performance na Fórmula 1.
Até 90% dos dados gerados pelos sensores de Internet das Coisas (IoT) não são utilizados pelas empresas, de acordo com Carlos Tunes, executivo de Soluções Cognitivas da IBM América Latina. Responsável pelo setor de IoT da companhia, ele também diz que 60% dos dados perdem a relevância segundos depois de gerados.
Na visão de Tunes, todo o investimento em IoT é justificado em como capturar e analisar os dados gerados por sensores e torna-los em informação inteligível, desenvolvendo novos negócios a partir desse ponto. “Ou seja, se os dados não foram capturados nem analisados em tempo real, depois de alguns segundos, ele perderá seu valor”, afirma.
“Imagine você utilizando o Waze e o aplicativo só tivesse acesso aos seus dados de ontem e só conseguisse traçar uma rota para você daqui a um dia. Isso não funciona. Os dados devem ser gerados, capturados, analisados e aplicados em tempo real”, explica Tunes.
Na visão do executivo, existem três pilares de implantação da Internet das Coisas que as empresas devem seguir. O primeiro deles é utilizar os dados para transformar a organização e melhorar a eficiência da empresa, reduzindo custos. O segundo visa otimizar o relacionamento com o cliente, atendendo-o melhor e monetizando de forma mais eficiente. “O último é acelerar a inovação”, diz.
McLaren e Honda usam IoT para melhorar performance na F1
Para mostrar as vantagens da Internet das Coisas, Tunes exemplifica que a Honda está equipando os carros da McLaren com sensores IoT da IBM para capturar dados durante as corridas. Essas informações são compartilhadas com a equipe de corrida, com a área de desenvolvimento de motores da Honda no Japão e a de desenvolvimento de carro de corrida da McLaren na Inglaterra em tempo real.
Todo esse trabalho tem um único objetivo: melhorar os resultados da corrida que está ocorrendo. Tunes explica que, antigamente, as decisões eram tomadas na base de tentativa e erro. “Com o IoT e o analytics, é possível fazer simulações e antever possíveis resultados, aplicando o que foi aprendido nas cinco voltas depois de quando o dado foi capturado”, afirma.
Brasil na rota da Internet das Coisas
Tunes também diz que a área de IoT é um dos focos da IBM, sendo que, no fim do ano passado, a empresa anunciou investimento mundial na ordem de US$ 3 bilhões no setor. “Nós somos um formador de Internet das Coisas”, diz o executivo.
Parte desse montante está sendo usado para criar centros de excelência em IoT. O Brasil já conta com um deles, localizado em São Paulo (SP), onde já estão sendo desenvolvidos projetos pilotos com várias empresas nacionais. “Já temos experiências bem sucedidas e, tão logo nossos clientes tornem públicos, vamos divulga-las”, encerra Tunes.
*Colaborou com a reportagem Jackeline Carvalho.
