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96% das empresas brasileiras usam GenAI, mas Shadow IA ainda representa risco de vazamento de dados

Segundo o Relatório Netskope Threat Labs Brasil 2025, 96% das organizações brasileiras utilizam inteligência artificial generativa (GenAI), sendo o ChatGPT o mais popular (85%), seguido pelo Google Gemini (69%) e GitHubCopilot (55%). A questão maior é a segurança deste uso, já que muitos funcionários continuam a interagir com aplicações pessoais de GenAI, muitas vezes de maneiras que representam sérios riscos à segurança de dados para as empresas.

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O uso de contas pessoais em aplicações GenAI caiu de 80% para 63% no último ano – indicando uma possível preferência por soluções mais seguras e gerenciadas. Consequentemente, o uso de aplicações GenAI gerenciadas por empresas aumentou de 13% para 31%, enquanto apenas 6% das empresas utilizam uma combinação de contas gerenciadas e pessoais.

Uma parcela significativa dos dados confidenciais compartilhados com plataformas de IA generativa inclui código-fonte, dados regulamentados e outras informações comerciais confidenciais. O relatório constata que 44% das violações de políticas de dados envolvendo essas plataformas estão vinculadas à exposição de código-fonte, seguidas por dados regulamentados (38%) e senhas e chaves de acesso (15%).

Esses padrões mostram que desenvolvedores e outros usuários técnicos estão contando com ferramentas de GenAI para aumentar a produtividade, mesmo quando isso significa usar plataformas não aprovadas e fora do controle da empresa.

Empresas buscam se adaptar

De acordo com os pesquisadores da Netskope, o Brasil está se adaptando para enfrentar esses desafios. Muitas empresas brasileiras estão intensificando o uso de políticas de prevenção contra perda de dados (DLP), refletindo uma crescente compreensão da necessidade de equilibrar os benefícios da GenAI com uma governança de dados robusta para proteger informações críticas.

Mesmo com a queda nas taxas de adoção de aplicações pessoais de GenAI e não autorizadas, as equipes continuam a interagir com elas, muitas vezes de maneiras que podem representar sérios riscos à segurança de dados corporativos. Para mitigar o risco, algumas empresas bloqueiam completamente o uso de ferramentas não autorizadas de IA generativa.

As ferramentas mais bloqueadas no Brasil são o AiChatting (46%), seguido pelo Tactiq (44%), Pixlr (35%) e Poe AI (35%). A tendência geral mostra que as políticas de bloqueio estão sendo utilizadas tanto para mitigar riscos quanto para direcionar os usuários a ferramentas aprovadas que atendem aos padrões de segurança e conformidade.

Setor financeiro é o maior alvo de phishing

Os setores financeiro, de serviços em nuvem e de mídias sociais são os principais alvos de campanhas de phishing no Brasil. No caso do setor bancário, ele é o principal alvo de phishing por meio de links clicados (26%). Apesar dos esforços das empresas para implementar treinamentos de conscientização sobre segurança, um número significativo de usuários continua interagindo com links falsos e caindo em golpes digitais.

O estudo aponta que o Brasil se tornou um ambiente propício para crimes digitais no setor financeiro. Os golpes evoluem tão rapidamente quanto as inovações e à medida que bancos e fintechs expandem o uso de tecnologias específicas de cada região, como o Pix, os criminosos encontram novas brechas para explorar.

Já o setor de serviços em nuvem representa 15% dos ataques, muitos direcionados às empresas OneDrive, GitHub, Google Drive e Amazon S3, e plataformas de mídia social (12%). O Microsoft 365 continua sendo a aplicação mais falsificada, seguido por Adobe e Yahoo.

Recomendações

Com base nas tendências destacadas, a equipe do Netskope Threat Labs recomenda que as organizações no Brasil reavaliem suas estratégias gerais de segurança para lidar com os riscos em evolução associados à GenAI. Os especialistas recomendam:

 

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