A inteligência artificial agêntica desponta como a nova etapa da transformação digital nas empresas, substituindo o modelo baseado em chatbots e assistentes virtuais por sistemas capazes de planejar, tomar decisões e executar processos de forma autônoma. Segundo estimativa do Gartner, 40% das aplicações corporativas terão agentes de IA integrados até o fim de 2026, ante cerca de 5% registrados em 2025.
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Na avaliação da FCamara, o movimento marca uma mudança de prioridade nas organizações. Após a fase de experimentação da IA generativa, empresas passam a concentrar investimentos em soluções capazes de automatizar fluxos completos de trabalho e gerar ganhos mensuráveis de produtividade e retorno sobre o investimento (ROI).
“A vantagem competitiva deixou de estar no tamanho do modelo de IA utilizado e passou a depender da capacidade de integrar agentes autônomos aos sistemas legados para gerar economia de tempo e aumento de receita”, afirma Cacau Lima, Director of Product Management da FCamara.
Dados da PwC reforçam essa tendência ao indicar que 67% dos executivos de grandes empresas enxergam a IA agêntica como uma tecnologia capaz de redefinir funções corporativas, eliminando gargalos operacionais e permitindo que profissionais concentrem esforços em atividades estratégicas.
Apesar do avanço, a adoção de agentes autônomos amplia as exigências sobre infraestrutura tecnológica. Como esses sistemas operam com maior grau de autonomia, tornam-se dependentes de arquiteturas robustas de dados, integração entre aplicações corporativas e mecanismos de governança capazes de assegurar a qualidade das informações, rastreabilidade das decisões e conformidade com políticas de segurança.
Para a FCamara, a preparação das empresas também passa pela qualificação das equipes. Em vez de substituir profissionais, a IA agêntica tende a transferir tarefas repetitivas para os agentes, enquanto colaboradores assumem funções de supervisão, análise e validação dos processos executados pela inteligência artificial.
A expectativa da empresa é que os setores de finanças, logística, atendimento ao cliente e saúde concentrem os maiores investimentos em agentes autônomos no Brasil ao longo do segundo semestre de 2026, impulsionando uma nova fase da automação corporativa baseada em autonomia operacional e integração com o ambiente de TI das organizações.
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