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Adoção de nuvem aumenta, mas maioria das empresas brasileiras roda aplicações críticas em infra própria

Particularidades de cada negócio impedem uma ampliação ainda maior da nuvem em companhias; conectividade é o principal desafio 

A nova edição do Indicador de Excelência em Tecnologia e Inovação (Inexti), um estudo promovido pela Oi Soluções e feito pela IDC Brasil, aponta que a adoção de nuvem cresceu no âmbito corporativo do País. O pilar de “Adoção de Nuvem e Modernização de Infraestrutura” aumentou quase quatro pontos entre 2021 e 2022, atingindo 58,1 em uma escala que vai de zero a 100. 

Mas ainda há um percurso para atingir maturidade nessa tecnologia. Menos da metade das empresas ouvidas (41%) tem aplicações críticas rodando na nuvem. Luciano Ramos, country manager da IDC Brasil, explica que a maioria das companhias brasileiras ainda prefere ambientes de TI tradicionais para aplicações de negócio. 

Um exemplo que ele deu é o setor de manufatura. Como várias dessas empresas estão mais afastadas de grandes centros, a latência de rede influencia na eficiência da operação de aplicações mais críticas. Logo, a melhor opção é usar data center local. Em outros casos, surge a questão de segurança e regulamentação, algo crítico para o setor financeiro. 

A conectividade foi apontada por 39% dos respondentes como o principal empecilho para a adoção da nuvem, seguida pela falta de previsibilidade. 

“Ainda assim, fica evidente o avanço e modernização da infraestrutura adaptada às necessidades de negócios e a TI flexível”, diz Ramos. A adoção de ambientes multicloud, por exemplo, tendem a crescer nas empresas e muitas já possuem workloads rodando em mais de um tipo de nuvem, pública ou privada. 

Segundo o executivo, a adoção da nuvem foi massiva em toda as verticais. “O destaque é o varejo, que sentiu uma necessidade urgente do negócio de responder às demandas trazidas pela pandemia. Além disso, como o setor trabalha com margens baixas, há uma necessidade maior de eficiência e redução de custos.” 

Outros dados do estudo: 

O Inexti ouviu 200 decisores na compra de soluções de TI em empresas de oito setores diferentes, todas com mais de 250 funcionários. A pesquisa foi feita por meio de entrevistas conduzidas pela IDC e concluídas no terceiro trimestre de 2022. 

 

 

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