Diálogo e trabalho colaborativo entre equipes multidisciplinares, junto com o desenvolvimento ágil e o open source, surgem como modelo para promover a digitalização nas empresas.

Nessa nova maneira de trabalhar, o diretor ‘puxa a sardinha’ para a sua área de atuação e aponta o Open Source, os softwares de código aberto, como o modelo de tecnologia mais adaptado à situação. Por ser aberto, o Open Source é mais fácil de se integrar ao legado da empresa e já é preparado para um ambiente colaborativo, diz Kuszka.
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“O Open Source conta comunidades que trabalham em conjunto para desenvolver softwares mais rapidamente e direcionados para as necessidades de uma empresa”, explica. “E uma corporação precisa trabalhar como uma comunidade, onde cada um dos grupos de tecnologia, seja comunicação, marketing ou TI, trabalhem juntos para colocar novos produtos no mercado.”
Um exemplo de transformação digital é o Grupo Lego. Segundo o executivo, a empresa quase entrou em falência em 2004, mas com diálogo interno e abertura entre departamentos e hierarquias, o Lego chegou à conclusão de que vender “bloquinho” não estava mais sustentando a companhia, já que o perfil do consumidor havia mudado.
“Decidiram, então, apostar em novas linhas de negócio, abrindo uma produtora de cinema e games, além de parques de diversões”, conta Kuszka. Em 2016, o Grupo Lego teve um faturamento de US$ 5,9 bilhões. “Eles se transformaram de uma empresa de brinquedos para uma multimídia.”
O diretor ainda reitera que não existe uma fórmula para as empresas mudarem, mas tudo começa com o diálogo. Estar antenado nas novas tecnologias também é necessário, percebendo qual delas pode mudar o seu negócio e adotá-las assim que surgirem para não perder a onda de inovação.
“Melhorar a tecnologia atual, atualizando e integrando com novos componentes e soluções para conseguir um ambiente mais ágil”, aconselha Kuszka, sem jogar fora o legado, já que o custo não permite. “Qual tecnologia adotar vai depender da empresa, eu recomendo pesquisa e a escolha por uma opensource, que não vai estar preso a ninguém e vai conseguir desenvolver mais rápido”, encerra.