Comissão Econômica (Cepal), Banco de Desenvolvimento (CAF) e Cisco se unem para apoiar iniciativas públicas e privadas na área da educação digital.

Como resposta a esta preocupação regional, a Cepal se uniu ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e à Cisco, para apoiar iniciativas de digitalização do ensino – desde formulação de políticas públicas, até a definição da arquitetura e plataforma de rede e os recursos financeiros.
“Nossa participação será técnica, oferecendo uma plataforma de conectividade completa para que as escolas não tenham nas redes uma barreira às iniciativas digitais. É preciso ter conectividade em alta velocidade, com redes autenticadas e filtros maleáveis, para que professores se concentrem em ensinar e alunos em aprender, sem ter a rede como uma gargalo”, afirmou Andrez Maz, diretor de políticas públicas para a América Latina da Cisco.
Dez previsões para a economia digital em 2016
A Aliança está completamente aberta a ideias, não havendo, inclusive, limite de investimento, segundo Mauricio Agudelo, especialista sênior de telecomunicações do CAF.
Durante o evento, Agudelo apresentou aos líderes de TI a composição do CAF – banco de desenvolvimento fundado em 1970 e formado por 19 países – 17 da América Latina e o Caribe, Espanha e Portugal, juntamente com outros 14 bancos privados da região.
“Apoiamos basicamente setores de infraestrutura e setores essenciais, como educação e saúde”, disse o executivo. “A aliança é importante porque educação é fundamental. Nossa proposta é difundir a informação de que o CAF oferece apoio técnico e financeiro para acelerar estratégias de digitalização da educação”, completou Agudelo.
Catalina sugere que escolas públicas e privadas, prefeituras, estados e governos federais se mobilizem em conjunto ou individualmente para desenvolver seus projetos, reforçando que “a participação da economia digital passa, essencialmente, pela educação”.
Ela lembrou que a Comissão, composta por ministros e representantes da área de educação da América Latina, aprovou, ano passado, uma agenda digital válida até 2018, com metas e ações mínimas a serem perseguidas pelos governos.
“Precisamos criar uma sociedade focada em inovação e sustentabilidade”, reforçou, dizendo que a Cepal apoia os países em desenvolvimento na implementação de uma agenda digital, com a geração de indicadores e a divulgação de iniciativas que servem de exemplos regionais.
Catalina também mencionou que 50% dos latino-americanos já têm acesso à internet, porém a velocidade de conexão, que gira em torno de 4MB, é preocupante. “Corremos o risco de nos tornarmos analfabetos digitais”, alertou.