As redes de acesso de rádio abertas (Open RAN) prometem gerar grandes melhorias na na indústria de telecomunicações de todo o mundo, oferecendo um novo modelo que substitui sistemas proprietários por arquiteturas mais flexíveis e abertas. De acordo com previsões do setor, a adoção do Open RAN deve acelerar nos próximos anos. Por exemplo, Juniper Research espera que as operadoras invistam de forma global um total de 39 bilhões de dólares em Open Ran até 2029, incentivados pela necessidade de atender um número de conexões e de tráfego de dados.
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Apesar do potencial da tecnologia, sua expansão está diretamente ligada à implantação de novas infraestruturas, o que significa que sua popularidade deve crescer à medida que operadoras implementarem novas redes. Por isso, o avanço do Open RAN ainda está em estágio inicial, segundo a 5G Americas.
Na América Latina, há seis iniciativas em diferentes fases de adoção. Aos três projetos identificados no levantamento da 5G Americas em janeiro de 2024, somam-se agora um lançamento comercial em Porto Rico, outro nas Bermudas e uma declaração conjunta entre a Embaixada dos Estados Unidos e o Governo da Costa Rica para “explorar abordagens baseadas em Open RAN para 4G/5G, com suporte técnico, estudos de viabilidade e incentivo à inovação em telecomunicações”.
Em janeiro de 2024, as três iniciativas de Open RAN identificadas incluíam uma rede no Peru e uma prova de campo e um memorando de entendimento (MoU, Memorandum of Understanding), ambos no Brasil.
Open RAN é uma nova abordagem para as redes de acesso de rádio (RAN) tradicionais, na qual hardware e software são desacoplados, e as funções de rede RAN desagregadas são implementadas como funções nativas da nuvem, operando sobre infraestrutura em nuvem. O avanço nos padrões Open RAN, liderado pela Aliança O-RAN, segue em direção a uma interoperabilidade perfeita entre diversos fornecedores, garantindo o cumprimento de requisitos em uma variedade de produtos e redefinindo as cadeias de suprimentos.
Além disso, os novos padrões estão focados em reforçar a segurança, alinhando-se ao conceito de redes Zero Trust (Confiança Zero). Também há um esforço para melhorar a eficiência energética, com controles avançados que otimizam o consumo de energia de operadoras, células e canais de radiofrequência (RF). Avanços contínuos em Massive MIMO e MU-MIMO também prometem melhorar o desempenho e a eficiência das redes RAN.