As duas empresas têm outorgas para atuar na telefonia fixa e na longa distância. Conforme as regras do setor, uma licença de cada serviço terá de ser devolvida à Agência.
Com a aprovação da compra, a TIM e os controladores da Intelig poderão implementar, na prática, os termos acertados para o negócio. A Docas Investimentos, dona atual da Intelig, vai receber ações da TIM como pagamento, num valor de cerca de R$ 750 milhões. Não está previsto desembolso de dinheiro pela empresa de celular.
No fim desse processo, a Docas – do empresário Nelson Tanure – terá 6,15% das ações ordinárias e o mesmo percentual em ações preferenciais da TIM. Esta, por sua vez, terá incorporado a Intelig.
A expectativa da TIM é de complementar e reforçar sua rede de transmissão de dados com a infraestrutura da Intelig. Esta detém um " backbone " (núcleo de uma rede de telecomunicações) de alcance nacional. Além disso, dispõe de anéis ópticos nas principais regiões metropolitanas do país.
A demanda por essa infraestrutura de alta capacidade aumentou com a chegada da terceira geração (3G) da telefonia móvel. A tecnologia, que começou a ser implantada pela TIM no ano passado, caracteriza-se pela possibilidade de transmitir dados (como músicas e vídeos) e acessar a internet pelo celular em alta velocidade.
Com a crescente utilização desses serviços, a TIM sentiu a necessidade de reforçar sua capacidade de transmissão – infraestrutura que permite a conexão entre as torres de telefonia móvel – para evitar o congestionamento da rede de celular. A aquisição da Intelig vai ajudar a operadora a eliminar esses potenciais gargalos.