90% dos downloads serão feitos sem custos; do total de aplicativos pagos, 90% custarão menos de US$ 3.
O Gartner espera que, em 2012, a loja de aplicativos da Apple tenha mais que 21 bilhões de downloads, crescimento de 74% em relação ao ano anterior. Isto indica forte demanda pelos apps móveis. A participação de mercado da Apple é a maior, considerando que sua loja responde por 25% dos aplicativos disponíveis.
O número de aplicativos existentes é influenciado pelo número crescente de lojas no mercado. Isto inclui proprietários de plataformas, fornecedores de aparelhos, de serviços de comunicação e outros. Estas lojas terão um aumento em suas fatias de mercado, mas sua demanda total ainda será dominada por Apple, Google e Microsoft.
Além de algumas lojas grandes de apps de fornecedores de sistemas operacionais (como Apple App Store, Google Play e Microsoft Windows Phone Marketplace), o Gartner afirma que há lojas terceirizadas que atraem usuários com suas marcas para aproveitar a falta de players dominantes em alguns mercados. A Amazon, por exemplo, tem apelo por sua forte marca, presença global e boa seleção de conteúdo de alta qualidade, enquanto o Facebook lançou, recentemente, seu App Center (para dispositivos móveis e desktops) e deve se tornar um importante concorrente.
A venda de conteúdos pelos aplicativos (in-app) é o método mais eficiente de converter os usuários casuais em consumidores e, depois, reter este público por meio de uma boa experiência do usuário e atualizações constantes dos produtos, diz o Gartner. O in-app pode abrir um fluxo contínuo de receita para desenvolvedores de aplicativos. Mas performance e design serão os fatores mais importantes para atrair usuários e mantê-los satisfeitos.
Em 2016, o modelo de compra in-app responderá por 41% do faturamento das lojas de aplicativos. Enquanto o mercado se move em direção a apps gratuitos e de baixo preço, o in-app elevará os downloads e faturamento das lojas de aplicativos. O Gartner espera que o número de downloads deste tipo deva crescer de 5%, em 2011, para 30% em 2016, e contribua para o aumento do faturamento das lojas de 10% para 41%, no mesmo período.