O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) apresentou a Autoridade de Registro (AR) Eletrônica. A apresentação ocorreu durante o CertForum-ID 2026 e classificou a ferramenta como a certificação digital dos próximos anos. A iniciativa permitirá a emissão autoassistida de certificados digitais, com o objetivo de reduzir burocracias e ampliar o acesso a serviços digitais com validade jurídica.
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O tema ganhou destaque durante a participação do instituto no principal evento brasileiro dedicado à certificação e identificação digital, realizado nos dias 9 e 10 de junho, em Brasília.
Segundo o diretor-presidente do ITI, Enylson Camolesi, a AR Eletrônica representa um novo passo na modernização da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). “Estamos vivendo um momento de grandes mudanças tecnológicas e institucionais. Nosso compromisso é garantir que essa evolução aconteça com segurança, governança e foco no cidadão”, afirmou.
Emissão digital sem deslocamentos
A principal novidade apresentada pelo instituto consiste na possibilidade de emissão autoassistida de certificados digitais. Na prática, a AR Eletrônica poderá ampliar o uso da certificação digital em contratos, autenticações, assinaturas eletrônicas e outros serviços que exigem validação jurídica..
Segundo Camolesi, o modelo tem potencial para expandir significativamente o alcance da certificação digital no país e acelerar a digitalização de processos públicos e privados.
ICP-Brasil se prepara para nova fase tecnológica
Além da AR Eletrônica, o ITI destacou outras frentes estratégicas para a evolução da ICP-Brasil, incluindo o avanço das credenciais verificáveis, o desenvolvimento de algoritmos resistentes à computação quântica e a ampliação dos serviços digitais baseados em identidade confiável.
Outro tema debatido foi o uso crescente da inteligência artificial tanto para aprimorar serviços quanto para combater fraudes digitais.
De acordo com o diretor de Infraestrutura Tecnológica do ITI, José Rodrigues Gonçalves Júnior, o cenário atual exige evolução contínua dos mecanismos de proteção. “Estamos diante de um ambiente em que a inteligência artificial passa a ser utilizada tanto por fraudadores quanto pelas ferramentas de defesa, exigindo constante atualização tecnológica”, afirmou.
Segundo o instituto, a consolidação da identidade digital e da certificação eletrônica será fundamental para ampliar o acesso a serviços públicos, reduzir burocracias e fortalecer a confiança nas transações digitais.
Para os próximos anos, a expectativa é que iniciativas como a AR Eletrônica ampliem ainda mais o alcance da certificação digital.
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