Representante do Ibidem afirma que não há dados que comprovem que apenas uma pequena parcela de usuários seja responsável pelo maior consumo de Internet.
Segundo quem defende a franquia de dados, os usuários que utilizam pouco a Internet dão subsídio para quem faz muito uso (chamados de heavy users). A medida traria equilíbrio para equação, já que quem usa pouco, não irá ultrapassar seu limite e pagará um preço menor pelo tanto que consome, beneficiando a população mais pobre.
Rená, porém, acredita que a medida não traria impacto positivo, pois limita o quanto o usuário pode ter acesso à Internet. “A medida seria ainda pior para a classe baixa, pois estes não teriam recursos para pagar o excesso da franquia”, avalia.
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Franquia de dados na banda larga fixa é medida para aumentar lucros
Rafael de Sousa, professor de Engenharia de Rede na Universidade de Brasília (UnB), também participou do programa e corrobora com Rená. De acordo com ele, nos Estados Unidos, onde há diversas pesquisas que avaliam o setor, 40% da banda total de Internet é utilizada durante à noite pela população norte-americana, independente de classe social. Ou seja, não há uma categoria de usuários responsável por maior consumo de dados, pelo menos, nos Estados Unidos.
O professor ainda rebateu outro argumento utilizado pelos defensores da franquia: o de que a infraestrutura de banda larga não é capaz de suportar a demanda atual de dados ilimitada. Para ele, não está claro se existe esse problema mesmo, visto que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não tem dados técnicos sobre o tema. “Não está claro se é um problema de infraestrutura ou uma questão comercial”, pondera Sousa.