*David Rodriguez

Parceria entre Magic e GigaSpaces oferece plataforma de integração de IoT para telemetria acelerada
A pergunta a se fazer diante deste cenário, no entanto, é se o mercado corporativo está pronto para isso. Nesse mercado, comunicações e colaboração formam o objetivo final e é isso o que as empresas provedoras de soluções de comunicações têm trabalhado já há alguns anos. A adoção da computação em nuvem, por exemplo, se espalha por meio de redes públicas e privadas, em um esforço para obter o benefício máximo de recursos compartilhados como servidores, armazenamento ou redes utilizadas por diferentes usuários dinamicamente, da mesma forma que o surgimento de grandes data centers.
Vejamos então o que está à frente da IoT e quais são as perspectivas para as empresas. Já em 2005, a UIT, definia a Internet das Coisas como a função do nosso mundo hiperconectado que engloba um conjunto de avanços tecnológicos em diferentes áreas – especificamente conectividade sem fio, nanotecnologia, identificação por radiofrequência (RFID) e tecnologias de sensores inteligentes. Os avanços destas tecnologias, quando combinadas, podem ajudar a concretizar a Internet automatizada, baseada em dispositivos conectados que se comunicam regular e relativamente sem esforço.
Governos, empresas e consumidores estão usando a IoT e o Big Data atualmente para introduzir novos modelos de negócios, melhorar a prestação de serviços, aumentar a eficiência na produção e melhorar o bem estar da população. De forma semelhante a muitas tecnologias, vendedores, executivos, operadoras, políticos e reguladores têm como objetivo maximizar os benefícios da implantação e reduzir ao mínimo os riscos potenciais à segurança e à privacidade.
Assim, podemos simplificar o termo Internet das Coisas como um conjunto de tecnologias relacionadas (além das mencionadas como a convergência, serviços em nuvem, análise de dados e proliferação de sensores) que podem ser usadas em conjunto para obter como resultado:
1. Maior monitoramento de pessoas, máquinas e dispositivos
2. Mudança de paradigma nas comunicações de homem-a-homem, máquina-a-máquina; algo como tudo-a-tudo
3. Percepção maior e mais rápida acerca do estado, da função, do meio ambiente e de tudo à nossa volta
A explosão da Internet das Coisas está levando a um aumento exponencial nos requisitos da infraestrutura física para suportar uma quantidade de máquinas virtuais que aumenta rapidamente e funcionam dinamicamente. A demanda, por vezes, exige isolamento, segmentação, segurança e compartilhamento, tanto nas empresas quanto nos governos e entidades. As operações em cloud utilizam os data centers virtualizados, proporcionando uma perfeita mobilidade da carga de trabalho como fator-chave para garantir a continuidade dos negócios e melhor experiência do usuário na busca por grande quantidade de informação, em uma ampla variedade de dispositivos e aplicações.
A consultoria especializada em TIC Gartner havia previsto 6,4 milhões de “coisas” conectadas em uso no mundo todo em 2016. No entanto, em meados de 2015 estimava-se que 15,7 milhões de dispositivos estavam conectados à Internet – incluindo telefones celulares, parquímetros, termostatos, monitores cardíacos, pneus, estradas, carros, supermercados e muitos outros tipos de objetos.
Estimativas de mercado incluem:
· 25 bilhões de dispositivos conectados em 2020 (UIT);
· 24 bilhões de dispositivos conectados em 2020 (GSMA e Machina Research);
· 26 bilhões de dispositivos implantados na Internet das Coisas até 2020, um aumento de trinta vezes desde 2009 (Gartner);
· ABI Research estima que haverá mais de 40,9 bilhões em 2020.
· De acordo com a Deloitte, o mercado de hardware para a Internet das Coisas tinha um valor de cerca de US$ 10 bilhões e o de serviços, aproximadamente US$ 70 bilhões, somente em 2015.
· ABI Research sugere que a demanda por hardware e conectividade de IoT cresce a uma taxa anual entre 10% e 20%, enquanto as aplicações, análises e serviços crescem entre 40% e 50% anualmente.
· Gartner estima que os provedores de produtos e serviços de IoT poderiam gerar receitas superiores a US$ 300 bilhões até 2020.
· Previsões da IDC assinalam que o mercado mundial de soluções para IoT crescerá de US$ 1,9 trilhão em 2013 para US$ 7,1 trilhões em 2020.
Em resposta a essas necessidades, organismos de normatização definiram diferentes soluções ou alternativas para lidar com grandes números de usuários com diferentes dispositivos, aplicações e fluxo de informações e dados coletados. Um exemplo é a tecnologia Intelligent Fabric (IFAB), uma arquitetura de infraestrutura que automatiza e simplifica o design, a implantação e a manutenção de redes elásticas baseadas em padrões. IFAB proporciona visibilidade e controle das redes sobrepostas, o que é um benefício, já que a maioria dos data centers atuais têm cargas de trabalho mistas.
*David Rodriguez é diretor de desenvolvimento de negócios da divisão de redes de Alcatel-Lucent Enterprise.