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As dimensões da inovação

*Por Fernando Seabra

Quando se passa a analisar a Inovação por meio de suas dimensões, abre-se um mundo de possibilidades em que se entende que é possível inovar em qualquer negócio. Como costumo dizer: um copo de vidro sempre será um copo de vidro, porém existe muito o que podemos fazer para inovar em seu processo de produção. A seguir, analiso as múltiplas dimensões da inovação, para que você possa visualizar com clareza novas possibilidades de Inovação em sua empresa ou projeto.

Existem 5 dimensões da inovação:

  1. Área
  2. Tipo
  3. Forma
  4. Grau
  5. Extensão
  6. Área

Larry Keeley, especialista em Inovação, elaborou um modelo que mostra os diferentes tipos de Inovação por área da empresa. Ele as separa em inovações de configuração, inovações de oferta e inovações de experiência.

Inovações de configuração

São aquelas que se referem ao funcionamento interno da empresa. É nelas que é possível encontrar tipos de Inovação de modelo de negócio, de rede, de estrutura e de processos.

  1. Modelo de negócio: esse tipo de Inovação redefine a geração de receita da organização. Por exemplo, a transição da Adobe que foi de vender somente software para a venda de assinaturas, o que mostra como inovar no modelo de negócio pode aumentar a receita recorrente.
  2. Rede: inovações de rede maximizam valor por meio de parcerias, como a Tesla fez ao colaborar para desenvolver infraestrutura de carregamento elétrico.
  3. Estrutura: inovar na estrutura interna maximiza o valor dos ativos, como a Amazon fez com suas equipes autônomas two-pizza teams (a equipe deve ter membros suficientes para serem alimentados por duas pizzas).  Esse conceito é usado para aumentar eficiência e Inovação.
  4. Processo: Inovações de processo transformam atividades internas, como a Toyota fez com suas linhas de montagem Just in time.

Inovações de oferta

São focadas em um produto ou serviço da empresa. São de dois tipos:

  1. Performance do produto: aprimoram ou criam novos produtos, como as montadoras que competem com tecnologias de assistência ao motorista e veículos autônomos.
  2. Sistema de Produto: foca produtos ou serviços complementares ao principal, como a Microsoft faz com a combinação de Windows, Office 365 e Azure.

Inovações de experiência

São aquelas que envolvem a experiência do cliente com a empresa, abrangendo quatro áreas:

  1. Serviço: inovações no serviço da empresa, como melhorias no atendimento ao cliente.
  2. Canal: inovações no canal utilizado para a distribuição do seu produto é um fator importante na retenção dos seus clientes.
  3. Marca: inovações na maneira como o seu cliente vê a sua empresa é uma questão fundamental para o relacionamento que os consumidores têm com a sua marca.
  4. Engajamento do usuário: melhorar o engajamento do usuário ajuda empresas a interagir e criar conexões mais fortes com seus clientes.
  5. Tipo

Inovação não é uma mudança drástica nem algo muito tecnológico. Ela está em ações que conseguem mudar a realidade de um negócio. Muitas vezes, ela é simples. De acordo com o Manual de Oslo, as inovações podem ser de:

  1. Forma

Quanto à forma, a Inovação pode ser de quatro tipos:

Observe o gráfico a seguir:

Como é possível ver, as formas de Inovação variam conforme o grau de novidade da ideia versus o grau de resultado atingido. Apesar da Adequação, Melhoria e Invenção serem formas de Inovação, considero a Inovação propriamente dita aquelas que apresentam maior grau de novidade e/ou de resultado.

  1. Grau

Quanto ao grau, a Inovação refere-se à relação entre o mercado e a tecnologia utilizada. Pode ser de quatro tipos:

  1. Extensão

A extensão da Inovação é medida de acordo com a singularidade da estratégia empresarial adotada pela empresa, conforme análise feita por Jeroen Kraaijenbrink, no livro The Strategic Handbook. Abaixo, um resumo do que são os seus diferentes níveis.

Compreendendo os cinco níveis de singularidade

A singularidade de uma estratégia empresarial pode ser entendida como a capacidade da empresa de se diferenciar de seus concorrentes de maneira reconhecível e valorizada por seus clientes. Para ajudar as empresas a navegar por esse complexo terreno, os cinco níveis de singularidade propõem uma graduação do que significa ser único no ambiente empresarial-

Nível 1 (singularidade organizacional): mudanças internamente significativas para uma empresa e que inicialmente não oferecem vantagem competitiva no mercado.

Nível 2 (singularidade regional): estratégias que se destacam dentro de uma área geográfica específica.

Nível 3 (singularidade de mercado): estratégias que se concentram em segmentos específicos, desenvolvendo produtos ou serviços que atendem de maneira distinta às necessidades de determinado nicho.

Nível 4 (singularidade industrial): estratégias que distinguem uma empresa das demais em toda a sua indústria.

Nível 5 (singularidade global): é o auge da diferenciação, quando uma empresa oferece valor inigualável globalmente.

Conforme visto, as dimensões da Inovação possuem diversos fatores que, quando conectados e/ou complementados, se tornam vitais para criar valor e trazer mudanças positivas para a sua empresa, além de sustentabilidade a longo prazo. *Fernando Seabra é autor idealizador do Clube BoraFazer, TEDx Speaker, Investidor Anjo e Conselheiro do Pool I.A. da Bossa Invest.

Este artigo é de total responsabilidade do autor, não representando, necessariamente, a opinião do Portal IPNews.

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