Diretor da NGXit explica os tipos de ataques cibernéticos e como proteger sua empresa dos criminosos.
Outro grande problema no país é o crescimento das ameaças chamadas de “Dia-Zero”, ou seja, aquelas que não são reconhecidas pelos sistemas de proteção tradicionais (antivírus). O diretor da NGXit, Luciano Schilling, explica que o processo para os criminosos é muito simples.
“Um dos grandes exemplos deste tipo de ameaças são os chamados Ransomware, um tipo de malware que restringe o acesso ao sistema de arquivos infectado e cobra um valor de resgate em dinheiro, muitas vezes envolvendo moedas digitais, os Bitcoins, para que a empresa ou pessoa física tenha seus arquivos recuperados”, explica. O diretor revela que esses ataques têm se alastrado e são bastante vantajosos para os hackers, que estão ganhando quantias de dinheiro significativas com este tipo de ação.
De forma geral, falando sobre ataques cibernéticos como um todo, a situação do Brasil não melhora. De acordo com pesquisa recente da PwC, cerca de 20% das empresas brasileiras apontam os atos de organizações criminosas como fontes de incidentes de segurança, fazendo com que o Brasil apareça na terceira colocação dos países com maiores índices de sequestro de dados. Entre os maiores alvos estão a indústria varejista (59%), seguida pelas indústrias hoteleira e de viagens e a de mídia e entretenimento (10% cada).
Mas o que esses dados representam exatamente? E de que forma é possível proteger sua empresa? Schilling indica que é preciso estabelecer uma estratégia de proteção em camadas, contando com recursos avançados de proteção que utilizem o conceito de emulação de ameaças ou Sandboxing, os quais provém uma inteligência de análise superior as soluções de antivírus tradicionais, o que acaba aprimorando as chances de detecção deste tipo de ameaça”, completa.
Naturalmente outra frente bastante importante, além da tecnológica, é estabelecer uma política de segurança sólida e que envolva um processo sistemático de conscientização das pessoas. Sabemos que alguns cuidados simples podem fazer uma grande diferença quando se trata de ciberataques: desconfiar de e-mails, atualizar os aplicativos apenas se forem disponibilizados pelas empresas dos softwares fornecedores e mudar a senha com frequência para as operações da empresa, por exemplo.
“Vale sempre reforçar a necessidade do investimento em técnicas e soluções para evitar ataques à segurança da informação. Quando falamos de redes e dados corporativos, estar preparado para ataques é melhor do que ter de recorrer a alguma solução quando o estrago já está feito”, disse.
E se a empresa for atacada, a primeira coisa a ser feita é dar sequência ao plano de resposta a incidentes. “Se a organização não tiver, é necessário que faça o quanto antes para evitar prejuízos irreparáveis. Se um ataque parar todos os processos de uma empresa, o que poderia ter sido evitado pode acarretar, inclusive, na desvalorização da marca perante a sociedade”, finaliza.