Menos de 10% dos softwares corporativos hoje utilizam inteligência artificial generativa multimodal – capaz de entender e cruzar dados de diferentes formatos, como texto, imagem, áudio, vídeo e números. Mas esse cenário deve mudar radicalmente nos próximos anos: segundo a consultoria Gartner, até 2030, 80% das aplicações empresariais contarão com esse tipo de tecnologia.
A previsão faz parte do relatório Emerging Tech Impact Radar: Generative AI, que destaca a multimodalidade como um dos principais vetores de transformação digital no ambiente corporativo. A tecnologia já começa a redefinir a forma como empresas operam, tomam decisões e criam soluções em setores como saúde, finanças, indústria e varejo.
“A IA generativa multimodal vai revolucionar os aplicativos corporativos ao adicionar funcionalidades antes inalcançáveis”, afirma Roberta Cozza, diretora sênior de análise no Gartner. “Ao aprimorar modelos de linguagem específicos por setor, essas aplicações ganham precisão, automatizam processos e ampliam a capacidade da IA de agir proativamente com base no contexto.”
Por que essa mudança importa?
Hoje, a maioria dos modelos generativos opera com apenas uma ou duas modalidades – por exemplo, texto para imagem ou fala para texto. Já os modelos multimodais conseguem entender e produzir informações combinando diversas fontes simultaneamente, o que amplia exponencialmente o uso da IA no dia a dia das empresas.
Esse avanço deve permitir, por exemplo, que um software interprete relatórios em texto, imagens de exames médicos, comandos por voz e dados numéricos – tudo ao mesmo tempo – para oferecer diagnósticos, análises ou recomendações com maior acurácia e agilidade.
Impacto direto na produtividade e inovação
A recomendação do Gartner é clara: empresas e desenvolvedores devem começar a integrar funcionalidades multimodais em seus produtos o quanto antes. A expectativa é que essa capacidade se torne um diferencial competitivo relevante, permitindo novas experiências para usuários e ganhos operacionais significativos.
“Empresas que souberem explorar a variedade de entradas e saídas que a IA multimodal permite vão desbloquear novos níveis de produtividade e inovação”, reforça Cozza.
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