Yves Guillaumot, CEO da companhia, fez retrospectiva da estratégia da empresa e os resultados. Rio 2016 teve retrospecto de quase 2% do faturamento da América do Sul.

Atos adquire provedora e fortalece serviços digitais
O executivo traçou um panorama da estratégia da organização nos últimos anos. Após um forte período de aquisições, exemplificada pela compra da Bull em 2014 e da Unify no final de 2015, a Atos passou para uma reorganização dos clientes e da estratégia comercial. “Com muitas aquisições, a empresa começa a ganhar novos ‘DNAs’ e é preciso atenção para não perder o próprio”, diz Yves.
A partir de 2015, a Atos estipulou o novo modelo de negócios, que visava reduzir a quantidade de clientes e focar nos grandes. “Apenas mantivemos aquisições pontuais de tecnologia ou de nicho, com exceção da Unify”, lembra. Como resultado, o faturamento da empresa fechou o ano em 12 bilhões de euros.
Em 2016, a estratégia toma corpo e a empresa passa a registrar crescimentos de 1,6% no primeiro trimestre do ano e de 1,8% nos trimestres subsequentes, em comparação aos respectivos períodos do ano anterior. O índice do quarto trimestre e do ano ainda não foi revelado.
Rio 2016
O ano passado também foi marcado pela realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016, onde a Atos foi uma das patrocinadoras oficiais e a responsável pelo centro de operações, prestando suporte a todos os sistemas do evento. Rogerio Fujimoto, diretor de Business & Platform Solutions da companhia, afirmou que o evento representou de 1% a 2% no faturamento da Atos na América do Sul. No global, porém, o resultado não chega a ser representativo.
Mesmo assim, a Atos fechou contrato para prestar serviços ao Comitê Olímpico Internacional (COI) até 2024, sendo está a oitava olimpíada seguida do grupo. “Em termos comerciais, o evento não faz muita diferença, o que é realmente importante é a exposição da marca”, explica Fujimoto.
Segundo ele, financeiramente o evento compensa. “Se somar todos os investimentos realizados na olimpíada e o valor empatasse com nosso lucro, já compensaria”, explica, lembrando que o valor não está empatando. “O lucro é superior”, afirma.