O Banco do Brasil está avançando na modernização da infraestrutura de conectividade de suas agências com a implantação de uma arquitetura de rede baseada em SD-WAN. O projeto, que envolve diferentes fornecedores de tecnologia e telecomunicações, já alcança 93% das cerca de 5 mil unidades de atendimento da instituição em todo o país e tem como objetivo elevar o desempenho das operações digitais e a qualidade do atendimento ao cliente.
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A nova solução substitui a infraestrutura anterior, que em muitos casos operava com conexões de menor capacidade, e estabelece um novo padrão tecnológico para as agências. Cada unidade passa a contar com banda mínima de 100 Mbps, podendo chegar a 500 Mbps, além de uma arquitetura redundante composta por dois links de comunicação e dois roteadores, reduzindo riscos de indisponibilidade e pontos únicos de falha.
Segundo Marisa Reghini, vice-presidente de Negócios Digitais e Tecnologia do banco, a modernização da rede é parte da estratégia de integração entre canais físicos e digitais. “A tecnologia passa a ser um facilitador do relacionamento com o cliente, permitindo mais agilidade, personalização e qualidade no atendimento presencial e digital”, afirma.
Rede mais eficiente e integração com a nuvem
Além de ampliar a capacidade de conexão nas agências, o projeto também melhora a arquitetura de tráfego de dados do banco. Com a nova rede SD-WAN, parte das informações destinadas à internet passa a seguir diretamente para serviços em nuvem, sem a necessidade de passar pelos data centers da instituição, o que reduz carga sobre a infraestrutura central e melhora o desempenho das aplicações.
A modernização já gera economia mensal estimada em R$ 3,8 milhões, valor que deve mais que dobrar à medida que a nova rede for totalmente implantada.
Infraestrutura digital em expansão
O investimento em conectividade faz parte de um programa mais amplo de modernização tecnológica. Desde 2016, o banco acumula R$ 43,7 bilhões em investimentos em tecnologia, incluindo iniciativas em computação em nuvem, cibersegurança, modernização de sistemas e escalabilidade de plataformas digitais. Apenas em 2025, foram destinados R$ 6,8 bilhões para a área.
O avanço acompanha a mudança no comportamento dos clientes. Em 2025, mais de 93% das transações do banco ocorreram por canais digitais. A base de clientes ativos nesses canais chegou a 35,8 milhões, enquanto 42,7 milhões de usuários únicos utilizaram pelo menos um canal digital da instituição.
O Super App do banco consolidou-se como principal ponto de interação com os clientes, reunindo serviços financeiros e não financeiros. Ao longo de 2025, 34,1 milhões de usuários acessaram o aplicativo, crescimento de 12% em relação ao ano anterior, com avaliações de 4,7 no Google Play e 4,8 na App Store.
Impacto no atendimento e nas operações
Com a nova infraestrutura de rede, as agências passam a operar com maior desempenho em diversas frentes. Entre os benefícios estão redução do tempo de atendimento, integração mais rápida com sistemas de CRM e canais digitais – incluindo interações via WhatsApp –, melhor performance de aplicações internas e disponibilização de Wi-Fi para clientes.
A melhoria também impacta o ambiente de trabalho nas unidades, com maior estabilidade para videoconferências, soluções de voz e ferramentas corporativas, além de reduzir a sensação de lentidão nos sistemas.
Cobertura nacional
A implantação da SD-WAN foi realizada em ritmo acelerado: 93% das dependências negociais foram atualizadas em apenas cinco meses. A previsão do banco é atingir 100% das unidades ainda no primeiro trimestre de 2026, restando apenas ajustes pontuais em regiões de acesso mais complexo.
Com a nova arquitetura, o banco também reduz gradualmente a dependência de conexões via satélite, que apresentam maior latência e menor velocidade.
Para o banco, a modernização reforça o papel das agências físicas como pontos de relacionamento e resolução de demandas mais complexas, agora integradas de forma mais eficiente ao ecossistema digital da instituição.
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