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Blockbit cresce 50% em um ano e se torna principal vendor brasileiro de cibersegurança

CEO da companhia explica origem da empresa, seus diferenciais e como o negócio se desenvolveu.

Fundada em 2016 por meio da compra da BRconnection pela joint venture do fundo de investimento Oria Capital, BNDES e Cipher, a Blockbit contou com um crescimento de 50% neste primeiro ano, em comparação com sua antiga empresa, e já conta com números de faturamento em 2017 que igualam a receita de 2016 inteiro.

Durante o próprio evento anual da empresa, o Blockbit Day, realizado hoje (23/8) em São Paulo, Eduardo Bouças, CEO da companhia de cibersegurança, falou como esse processo de crescimento ocorreu e quais os planos da Blockbit.

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Primeiramente, ele lembra que o Grupo Cipher, do qual foi um dos fundadores, já distribuía soluções de segurança no Brasil, sempre buscando os produtos no mercado norte-americano. Vendo que o processo era muito oneroso, principalmente em razão do valor do dólar, a empresa viu uma abertura para a criação de um fornecedor próprio brasileiro.

“Criar um produto do zero é um processo lento e caro, então a compra de uma empresa parecia o mais certo”, diz o executivo. Foi quando, em 2015, as três organizações citadas formaram uma holding para a aquisição da BRconnection, que já trazia um legado forte de clientes, funcionários e produto. “Eram mil clientes, cerca de 40 empregados e uma solução muito boa”, completa.

Esses números hoje, tanto de funcionários quanto de clientes, mais que dobraram, segundo o CEO. Tudo isso baseado em um novo modelo de gestão totalmente separada da Cipher, garante, e com forte apelo comercial, já que conta com suporte local e venda em moeda nacional.

Também faz parte disso o modelo de comercialização por canais. São 130 parceiros no país, que respondem por 90% dos negócios da Blockbit. Como não contam com distribuidor, a relação entre a empresa e os canais é bem próxima e permite uma estratégia de comercialização “como serviço” na qual a própria Blockbit banca o hardware para o integrador. “Dessa forma, ele não conta com custos de capex e pode oferecer o serviço para uma pequena empresa e nos pagar à medida que o cliente paga”, explica.

O diferencial do produto

Bouças também falou sobre a estratégia de pesquisa e desenvolvimento da Blockbit, que é focada em bloquear ataques zero day, ou seja, novos vírus que ainda não contam com assinaturas de bloqueio nas principais ferramentas de antivírus. Contando com departamentos de criação separados por tecnologia e o Blockbit Labs, cujo diferencial é sua própria ferramenta de sandbox.

A característica de uma sandbox é a possibilidade de rodar arquivos em um ambiente virtual para identificar se há um vírus em determinado arquivo ou link recebido por um funcionário, por exemplo. Mas Bouças diz que, além disso, a ferramenta consegue ler o código binário de um arquivo ou aplicação sem precisar rodá-lo, o que significa ser capaz de barrar uma “bomba-relógio”.

Soma-se a isso as 50 milhões de amostras de malware analisadas em sua base de dados e a capacidade de machine learning da Blockbit para ler toda essa informação da sandbox e separar o joio do trigo na hora de bloquear ameaças. Com isso, o executivo diz ter uma ferramenta que consegue aumentar a produtividade do cliente, já que não é preciso uma pessoa para realizar esse processo de análise, e, consequentemente, a redução de custos.

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