Bancos apostam na computação cognitiva para facilitar processos internos e garantir a segurança física das agências.

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O chatbot foi desenvolvido com base no comportamento das pessoas – o que elas querem, o que estão buscando e de que forma. Um time de especialistas financeiros e relacionamento com o cliente é responsável por continuar ensinando e aperfeiçoando a plataforma, que usa o IBM Watson como motor nessa primeira implementação. A parceria, inclusive, começou em outubro de 2014.
“Acreditamos que a computação cognitiva pode dar mais autonomia aos clientes e eficiência ao banco, além de potencializar as capacidades de nossos funcionários”, afirma Luca Cavalcanti, diretor executivo do Bradesco. De acordo com ele, a solução torna o trabalho cotidiano mais ágil, eficiente e agradável e, paralelamente, permite que o tempo e a inteligência das equipes sejam bem aproveitados e dedicados a atividades complexas, ao relacionamento e ao toque humano.
Agora que a AI foi dominada em processos internos, o banco pretende aprimorá-la e ampliar o serviço para o público externo. Dentro do aplicativo Bradesco, os clientes poderão acessar a solução por meio de um chatbot para tirar dúvidas e fazer transações como consultas, transferências, pagamentos e recargas de celular.
“Com os ótimos resultados e o sucesso obtido no uso interno, estamos dando passos à frente e implantando a BIA para clientes, no aplicativo Bradesco. No princípio, a interação acontecerá por texto, mas em breve também será possível por voz”, conta Marcelo Câmara, gerente departamental de Pesquisa e Inovação.
AI na segurança física das agências
Outro banco que também passou a se aproveitar da inteligência artificial é Itaú Unibanco, começou a testar neste mês um robô capaz de concentrar e interpretar dados por meio de tecnologia cognitiva. Sem revelar mais detalhes, o banco tem como objetivo otimizar as informações de monitoramento e controle de circulação de pessoas e numerário nas agências para reforçar a atuação no combate aos ataques criminosos.