Centro de Inovação mantém foco no mercado brasileiro, e aos poucos atenderá outras regiões da América Latina, diz companhia.

SAP e MCTI investirão R$ 60 mi para ampliar Centro de Desenvolvimento de Tecnologia no RS
Com investimento de R$ 60 milhões, o laboratório de 9.927 m² foi ampliado dentro do campus da Unisinos. O centro já existia desde 2006 e conta com mais de 560 funcionários, mas a meta é que até o próximo ano tenha 750, e atenda setores de pequenas e médias empresa, governo, industrial e agrícola – considerados estratégicos para o crescimento do país.
Por estar integrado ao projeto TI Maior e Ciência Sem Fronteiras, do Governo Federal, a SAP abre as portas para estudantes brasileiros, com oportunidades de estágio dentro e fora do país, e segundo a companhia, boa parte dessa força de trabalho é efetivada, e atualmente, 18% dos profissionais da empresa no Brasil iniciaram a carreira como estagiários.
O centro de inovação também tem pilotos nas áreas financeira, com foco em bancos; cloud computing; smart grids; omputação em memória, HANA, entre outras áreas. “A função do Labs para inovação é atender o Brasil e a região latino-americana, e aproveitar as ferramentas de mobilidade para melhorar a produtividade, principalmente na tomada de decisões e eficiência dos negócios”, afirma o presidente da SAP para a Southern Latin America (SoLA), Diego Dzodan, e o presidente do SAP Labs Latin America, Stefan Wagner, ressalta que um dos objetivos do centro de inovação é aposta em HANA e em Cloud. “Queremos trazer inovações e continuar a crescer com o suporte, inclusive para soluções em cloud”, e para o futuro, estima grandes oportunidades de negócios em diversos segmentos do mercado brasileiro, e cita que com big data, é possível tornar as cidades mais eficientes para o atendimento aos cidadãos.
Brasil como prioridade
Atender parceiros locais e regionais está no radar da SAP, mas por enquanto não há estimativa de expandir o centro para outras localidades da América Latina, ao contrário, a prioridade é o Brasil – pelo potencial econômico e oportunidades de negócios -, mas aos poucos a companhia quer abrir as portas para parceiros, estudantes e profissionais das demais regiões das Américas. “É preferível ter uma massa crítica em apenas um local, e o Brasil foi o país escolhido pela população e mercado”, explica Dr. Axel Henning Saleck, vice presidente do Co-Innovalion Labs, da SAP.
Luis César Verti, vice-presidente de inovação para América Latina, justifica a escolha, e explica que a América Latina estava no radar da companhia. Antes de iniciar o centro de inovação no Brasil, explica ele, o país concorria com a Bulgária, que também era um potencial de crescimento na época. “Mas, a América Latina era uma boa promessa”, justifica.
“O Brasil representa a melhor oportunidade da SAP na América Latina, então é natural que a vocação primária do centro seja apoiar as operações brasileiras e gerar oportunidades de crescimento e inovação no mercado brasileiro. Claro que vamos estender, pouco a pouco, a relação do laboratório com outros países da América Latina”, adiciona.
Segundo Saleck, o fato do centro estar situado no Sul do Brasil é estratégico, pois fica próximo a outros países do Cone Sul, como Argentina, Colômbia, Venezuela e Chile, e os três últimos países também têm sido mercados pulsantes para a SAP. Mas, em áreas como varejo, serviços financeiros e mobilidade, o Chile e Venezuela têm surpreendido com grandes projetos, mas ressalta: “estou freiando alguns colegas de fora do Brasil, porque tem muitas oportunidades no Brasil, e é uma questão de prioridade”, e justifica a estratégia da SAP “quando começamos em algum lugar, focamos no desenvolvimento local”, e a companhia também pretende ampliar a presença no país, desenvolvendo novos parceiros e canais.
Dos países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é considerado um dos mais pulsantes, embora a China seja o maior em potencial econômico. “Dos países do BRICS, em nível de potencial, eu diria que o Brasil sempre teve uma atenção especial, pois com a SAP o Brasil funcionou muito bem, mas o potencial, seguramente em longo prazo deve ser maior na China, pelo tamanho da economia e do mercado”, conta Saleck.