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Brasil já tem 57 milhões de linhas VoIP, segundo Cisco

Tecnologia é – em grande parte – adotada no ambiente corporativo. Banda larga, por outro lado, cresce nas residências e as conexões fixas atingem 9,3 milhões de usuários, enquanto a móvel soma mais de 1,9 milhão. Barômetro da Cisco evidencia aceitação do mercado brasileiro pelas tecnologias sem fio, mas prevê mudanças até a massificação real do serviço.

A 11ª edição do Barômetro Cisco da Banda Larga revelou um crescimento de 45,9% no número de conexões de banda larga no Brasil em 2008, sendo que a banda larga fixa soma 9,83 milhões de conexões, crescendo 12,6% em relação à última edição do Barômetro (junho 2008), e 31,2% em uma comparação ano após ano. Já as conexões móveis totalizam quase de 2 milhões de usuários, respondendo por 16,8% do total de conexões em banda larga.

A pesquisa também avaliou o número de linhas telefônicas dedicadas à internet. São cerca de 57 milhões de linhas IP corporativas no Brasil, já que, segundo o country manager do IDC, Mauro Peres, as linhas VoIP não são comuns no ambiente doméstico. “As conexões IP residenciais ainda nem aparecem nas estatísticas, mas as pequenas empresas estão aderindo cada vez mais o sistema”, avalia o executivo.

 
Em contrapartida, na análise por segmento de mercado, as residências lideram com 88,6% do total de conexões banda larga fixas, enquanto as empresas respondem por 11,4%. Os resultados do segundo semestre de 2008 revelam a expansão de 1,1% do mercado residencial sobre o corporativo.
 
A penetração das conexões de banda larga por 100 habitantes alcançou 5,16% em dezembro de 2008, contra os 4,6% da última edição do Barômetro. A penetração dos acessos residenciais sobre os lares brasileiros registrou 15,94% em dezembro de 2008, contra 13% em junho do mesmo ano.
 
Mobilidade
Os acessos móveis apresentaram um salto de 50,3% em relação a 2007, sendo que 31,9% estão concentradas no Estado de São Paulo, onde as classes A e B possuem a maioria dos acessos ao serviço, uma vez que o alto custo da tecnologia impede a competição entre as operadoras no País, apesar da aceitação do mercado brasileiro, como afirma o presidente da Cisco no Brasil, Rodrigo Abreu. “As condições geográficas do difusão da banda larga móvel no País mostram que a concentração do uso se dá nas regiões onde existe maior competição entre as teles. Por isso a massificação das conexões em regiões remotas, como é o caso do norte e nordeste, depende da queda da carga tributária para que o bom preço chegue ao consumidor,”, afirma Abreu.
 
 
América Latina x Brasil
A avaliação estimou a existência de 23 milhões de conexões banda larga na América Latina, sendo que o Brasil representa apenas 5,2 % dos acessos. A previsão da empresa, é que o País tenha 15 milhões de conexões em 2010, o que ainda não é satisfatório. “Este número significa 8% de penetração do Brasil no mercado latino-americano, um número muito baixo, se comparado com a evolução da banda larga no mundo e o tamanho do território nacional”.
 
Mais banda é a demanda
O aumento do uso das aplicações de vídeo e música no país também causou crescimento apenas nas faixas de velocidade de acesso de 1 Mbps a 1,99 Mbps e na superior a 2 Mbps – as duas respondem por 33,73% do mercado. Velocidades menores (de 128 kbps a 512 kbps) apresentaram decréscimo.
 

“A demanda por novas ofertas de conexão sem fio ilustram que o mercado está claramente em expansão, mesmo em um cenário desafiador. O cenário de aceitação ao acesso móvel mostra que o lançamento de novas ofertas e tipos de conexão, como o WiMax, serão bem recebidas e trarão um novo ciclo de investimento para o mercado local, criando novos empregos e oportunidades de negócios, mas dependem de uma redução de preços para chegarem a classe C”, conclui o executivo.

 
 
 

 

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