País proibiu prática conhecida como ICO, em que startups levantam fundos a partir de projetos de moedas digitais.

Uma declaração publicada no site do Banco Central chinês estabelece que os indivíduos e as organizações que levantaram fundos por meio de ICOs devem fazer acordos para devolver o dinheiro a seus investidores. O texto foi assinado conjuntamente pelo Banco do Povo da China, pelos reguladores de valores mobiliários e bancários e por outros departamentos governamentais.
Depois da ação chinesa, a moeda Ether, com a qual a maior parte dos desenvolvedores pede para ser pago nas transações, caiu drasticamente. Segundo a publicação Coindesk, a queda foi de 20% e derrubou os preços da moeda para US$283.
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O Bitcoin também registrou uma queda de 8%, enquanto o valor total de todas as moedas virtuais caiu por volta de 10%, segundo o site Coinmarketcap.com. “A grande queda no preço pode ser por causa do pânico dos comerciantes e investidores” disse em entrevista à Reuters fundador da Cryptocompare, Charles Hayter.
O movimento de ICO, que explodiu no começo de 2017, trouxe muito dinheiro para o mercado de moedas digitais e impulsionou a rápida valorização desse tipo de criptografia, mas criou uma bolha que muitos temem que estoure. De acordo com o site Cryptocompare, foram levantados desde o início de 2017 um total de US$ 2,32 bilhões através de ICOs.
O crescimento rápido dos ICOs levou a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA a alertar em julho que algumas dessas transações deveriam ser reguladas, assim como acontece com outros títulos de empresas. Avisos semelhantes foram emitidos no Canadá e em Cingapura.
Zennon Kapron, diretor da consultoria de tecnologia financeira de Xangai Kapronasia, disse em entrevista à Reuters que suspeitava de que os reguladores estivessem travando as ICOs enquanto entediam o fenômeno, mas que depois eles iriam diminuir os entraves.