No dia 22 de fevereiro, cibercriminosos conseguiram comprometer uma carteira Ethereum offline e roubaram US$ 1,5 bilhão da plataforma de exchange Bybit. O ataque representa uma mudança na criminalidade cibernética dentro do ecossistema cripto, segundo a Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência de Ameaças da Check Point Software.
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Eles explicam que, ao invés de explorar vulnerabilidades no código, os cibercriminosos agora manipulam fraquezas humanas por meio de engenharia social e de interfaces de usuário falsas. Uma análise recente da equipe da CPR revela que o ataque à Bybit não é um incidente isolado, mas parte de uma tendência crescente na qual os atacantes exploram a função execTransaction do protocolo Safe para realizar ataques sofisticados.
Em julho de 2024, o sistema de inteligência de ameaças da Check Point Software já havia identificado esse padrão, e o ataque à Bybit confirma a evolução dessas táticas, tornando-as uma ameaça generalizada para todo o setor. Os cibercriminosos utilizaram métodos inovadores para enganar os signatários de uma carteira fria com múltiplas assinaturas (multisig) e aprovar transações fraudulentas. Entre as principais táticas utilizadas, destacam-se:
- Engenharia social: identificação de funcionários da Bybit com permissão para assinar transações.
- Manipulação da interface do usuário (UI): uso de interfaces falsas para ocultar transações maliciosas.
- Exploração lógica: emprego de mensagens enganosas para burlar as medidas de segurança.
Lições aprendidas
Os especialistas da Check Point Research listam os principais aprendizados sobre os ataques:
- Carteiras frias já não são infalíveis: mesmo carteiras Ethereum offline podem ser comprometidas por meio da manipulação da interface do usuário.
- Assinaturas múltiplas (multisig) podem ser exploradas: os atacantes utilizaram a função execTransaction do protocolo Safe, um vetor de ataque que a Check Point Research já havia alertado em julho de 2024.
- É necessária uma segurança mais robusta: o mercado de cripto deve adotar monitoramento em tempo real de transações e análise de comportamento para detectar fraudes antes que os fundos sejam roubados.
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