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Cinco tecnologias inovadoras para instituições de ensino

Gerente de soluções da Axis aponta algumas das tendências para o futuro das escolas.

A tecnologia é uma aliada para responder prontamente aos maiores desafios das escolas – como o bullying e a segurança. Cada vez mais, instituições de ensino apostam em lousas inteligentes e o uso de tablets durante as aulas, mas é possível ir além e incluir outras ferramentas para resolver problemas práticos, do dia-a-dia dos alunos e professores.

Em um futuro próximo, a chamada não precisará ser realizada pelo professor, mas por reconhecimento facial e, por que não, compartilhada em tempo real com pais e responsáveis para que acompanhem a taxa de frequência dos estudantes. Câmeras de segurança aliadas a alto falantes IPs poderão ser um agente contra o bullying atuando imediatamente em qualquer situação identificada.

O uso das novas tecnologias desenha uma nova era para instituições de ensino, com muito mais autonomia, segurança e participação dos pais e responsáveis, que poderão acompanhar a vida acadêmica dos filhos pelo smartphone, por exemplo. Paulo Santos, gerente de soluções da Axis Communications, aponta algumas das tendências:

  1. Ensino à distância com sensação presencial

Cresce a cada ano a oferta de cursos 100% online ou que combinam módulos presenciais com interação via web. A Market Research Future calcula que o mercado global de educação online, aquele totalmente virtual, vai explodir a uma taxa de crescimento anual composta de 24% entre 2017 e 2023. Se a previsão se confirmar, estamos falando de quase US$ 423 bilhões a serem movimentados em 2023.

A geração de conteúdos de qualidade para essas plataformas é fundamental. Os vídeos precisam ter áudio superior, alta resolução e qualidade broadcast para uma reprodução nítida, fluida e com fidelidade de cores (afinal, é importante o aluno acompanhar uma cirurgia ou a demonstração de uma técnica como se estivesse lá). Algumas vezes, o vídeo precisa ser gravado num laboratório ou num ambiente diferente, então a câmera deve ser portátil para ficar sobre qualquer mesa. E os vídeos gerados precisam subir à plataforma de modo simples, já no formato adequado. Com o crescimento do ensino online, mais e mais câmeras como a AXIS V59 serão usadas para criar essas bibliotecas digitais.

  1. Controle de áreas restritas

Com milhares de pessoas circulando diariamente, parece impossível supervisionar o fluxo de pessoas em todos os prédios de uma instituição de ensino. Mas um controle maior de certos espaços faz todo o sentido: alguns dos equipamentos mais caros ficam dentro de laboratórios. O estacionamento muitas vezes é de uso restrito a funcionários. Há bibliotecas abertas a visitantes externos, outras só para alunos. Áreas administrativas não devem receber professores. A sala de professores não deve receber alunos.

Existem videoporteiros do tamanho de um iPhone que podem ser colocados na entrada de cada um desses locais, ao lado ou acima da maçaneta. Basta apertar o botão para o responsável na central de controle abrir a porta. Na central, ele vai visualizar a pessoa e liberar ou não. Para salas com circulação mais intensa, o mesmo videoporteiro AXIS A8105-E pode fazer o reconhecimento facial dos visitantes e liberar automaticamente, sem acionar ninguém. Nesse caso, dá até mesmo para programar que somente os alunos de determinada turma, naquele semestre, acessem um laboratório. No semestre seguinte, a lista é atualizada e novos alunos passam a ter acesso, enquanto os antigos perdem.

  1. Chamada por reconhecimento facial

A velha chamada de alunos para saber quem está presente em sala de aula ficou mesmo no passado. Mas existem razões (acadêmicas, administrativas e de segurança) para registrar quem de fato assistiu às aulas presenciais. A resposta tecnológica para isso é o reconhecimento facial para controle da frequência do aluno.

Com uma câmera posicionada adequadamente, é possível registrar no sistema quem de fato esteve em sala durante todo o semestre letivo. Mas sabemos que algumas instituições preferem não gravar o que ocorre em sala de aula. Nesse caso, a câmera pode ser usada para gerar gráficos em vez de imagens, listando numa tela os alunos presentes e ausentes e mostrando o nível de absenteísmo, mas sem exibir ou armazenar as imagens da sala. Isso permite até mesmo medir, de forma dinâmica, o interesse dos alunos por determinado curso ou professor.

  1. Segurança perimetral

Talvez o aspecto mais determinante na escolha dos pais por uma escola para seus filhos seja segurança. Não basta que a instituição pareça segura. Suas medidas de segurança devem criar uma reputação de longo prazo baseada na antecipação de riscos e na responsividade diante de ameaças.

Uma das tecnologias mais novas para a segurança de perímetros é o uso de câmeras inteligentes instaladas rente ao muro que detectam a invasão de forma imediata, mesmo à noite. Em caso de invasão, a câmera do Axis Perimeter Defender ligará as luzes, acionará o alto-falante AXIS C3003-E e direcionará a câmera PTZ para a área do alerta. Imagens de vídeo em tempo real são enviadas para os seguranças em serviço e as câmeras podem ser usadas para seguir o invasor ao vivo. Isso reforça o dever de que, dentro dos muros da escola, todos estarão protegidos.

  1. Avisos anti-bullying

Imagine um sistema de som que permite falar com os alunos nas áreas interiores e exteriores, de forma remota, mesmo que você esteja falando através de um celular. Os recados podem ser de natureza prática, como um aviso sobre mudança de horários, ou também de natureza educativa, para sensibilizar alunos que estejam praticando bullying. Dados de 2016 do Centro Nacional para Estatísticas Educacionais, nos Estados Unidos, mostram que mais de um em cada cinco estudantes reportam ter sofrido bullying. Outro estudo, de 2010, mostra que somente 36% das crianças que foram vítimas desse abuso chegaram a reportar. É responsabilidade das instituições de ensino zelarem pelo bem-estar de seus alunos e criarem ambientes plurais e não-opressores, tanto pelas consequências psicológicas quanto pelas acadêmicas. Afinal, há estudos que apontam relação entre ser vítima de bullying e uma piora no desempenho acadêmico. Por outro lado, a sensação de segurança afeta positivamente a performance do aluno.

 

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