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Cisco explica migração de suas soluções para software

A transformação digital está no software e, principalmente, em cibersegurança. Esta foi a principal mensagem apresentada por executivos da Cisco em evento latino americano, que acontece esta semana, entre os dias 28 e 31, em Cancún, México. Durante o Cisco Live LA a empresa detalha a parceiros e clientes da região as mudanças que vem empreendendo no conceito de produtos e no modelo de negócios, o que afeta também as vendas e, consequentemente, a relação com parceiros.

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Durante a abertura do evento, Jim Walsh, SVP de marketing para a Cisco System, apresentou números que justificam a atualização do modelo de negócio da companhia. “A transformação digital está direcionando as novas prioridades”, disse Walsh durante a abertura do evento, nesta noite de terça-feira, 29/10.

Influenciam nesta jornada os mercados de mobilidade, internet das coisas (IoT), computação em nuvem e segurança. Citando números, o executivo lembrou que o tráfego global em redes móveis deve crescer sete vezes até 2021. Haverá 127 novos dispositivos conectados à internet por segundo, totalizando 26 bilhões de equipamentos IoT em 2020. “94% das organizações irão utilizar múltiplas clouds nos próximos 12 meses e o cibercrime nos custará US$ 6 trilhões por ano em 2021”, acrescentou.

A migração para o ambiente de software se justifica pela necessidade de atender à dinâmica deste mercado e também pelo modelo de cobrança diferenciado permitido pela plataforma. “Os negócios dos clientes correm hoje em data center, em nuvens públicas e privadas, uma complexidade que só pode ser gerenciada com uma metodologia de gestão do ciclo de vida do produto”, diz. “Estamos vivendo a era dos números. Como promovo e como extraio vantagens da infraestrutura de TI vão definir diferenciais para os negócios dos nossos clientes”, completa.

Para os parceiros, a mudança tem forte impacto no modelo comercial e exigirá esforços de ambos os lados. A Cisco, por exemplo, ainda mantém grande parte do portfólio de produtos com soluções de hardware. Quando questionado sobre esta questão, Walsh respondeu este é um desafio de educação. “Aos poucos, nossos parceiros serão treinados no novo ambiente a aí a transição completa poderá se efetivar”, ponderou.

Sobre o modelo comercial, Alba San Martin, diretora de canais da Cisco para a América Latina, disse estar em grande esforço com os canais para promover a migração. Segundo ela, trata-se de um desafio que nem todos alcançaram e que deve estimular a compra ou a fusão entre as empresas parceiras. “Nem todos acompanharão o novo modelo”, afirmou.

A jornalista viajou a Cancún a convite da Cisco Brasil

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