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Classe C é novo alvo para o comércio eletrônico

Para atrair o consumidor da classe C para o e-commerce é preciso investir em propagandas, principalmente na web 2.0, já que os portais mais acessados por essa população são as redes sociais.

Em palestra no E-Commerce Summit 2010, o Ibope Media revelou dados do perfil da Classe C em relação ao acesso à internet e o que fazer para atrai-lós. Segundo o instituto, o crescimento desta classe no Brasil significou uma mudança em todos os setores, principalmente na internet. Com o aumento da renda, a classe passou a acessar mais. E os varejistas do comércio eletrônico estão interessados em conquistar também este público, já que a maioria de consumidores online pertencem à classe A e B.

Uma pesquisa feita pelo Ibope revela que o acesso à internet pela classe C cresceu cerca de 18%, mas a maioria dos acessos ainda são feitos em lan houses ou no trabalho. No entanto, “a classe C, somada a D e E, acessa mais do que as classes A e B”, disse Alexandre Crivellaro, Diretor da área de inovação do Ibope.

A procura por computadores entre a classe C aumentou, e as facilidades de compra ajudam o consumidor dessa classe a ter o aparelho eletrônico em casa. Segundo Crivellaro, nas casas com crianças o estímulo à compra de um computador é ainda mais significante. “A criança é uma via de entrada para o acesso à internet”, completa o diretor.

O executivo explica que para atrair o consumidor da classe C para o comércio eletrônico é preciso investir em propagandas, principalmente na web 2.0, já que os portais mais acessados por essa população são as redes sociais – as classes A e B acessam mais emails, sites de notícias, buscadores.

O que mais conta para este consumidor na hora da compra online são promoções, descontos e pagamentos parcelados. “Classe D e E compra pela internet por pagar mais barato do que em uma loja física”, disse Crivellaro. “2/3 das pessoas que acessam a internet tem disponibilidade de uso de um cartão pessoal ou na família”, finaliza o executivo.

O diretor do Ibope ainda falou do crescimento da banda larga entre a classe C. Crivellaro acredita que até 2014, 25 milhões de lares terão acesso à internet via banda larga.

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