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Claude Mythos: a IA da cibersegurança

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, revelou detalhes sobre o Claude Mythos, nova geração de modelos de inteligência artificial da empresa, durante participação no podcast da apresentadora Oprah Winfrey. Na entrevista, ele esteve acompanhado de sua irmã, Daniela Amodei, atual presidente da companhia.

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Segundo Amodei, o Mythos representa um avanço significativo em relação aos modelos anteriores da empresa. Embora tenha sido desenvolvido para aprimorar capacidades gerais, como programação, tradução de idiomas, análise de documentos e resposta a perguntas complexas, os testes internos revelaram uma habilidade inesperada: a capacidade de identificar vulnerabilidades em sistemas computacionais com desempenho superior ao de especialistas humanos.

De acordo com o executivo, a equipe da Anthropic constatou que o modelo se mostrou excepcionalmente eficiente na descoberta de falhas de software que poderiam ser exploradas em ataques cibernéticos. O desempenho chamou a atenção dos pesquisadores porque, segundo ele, a funcionalidade não foi planejada especificamente para esse fim.

“Percebemos que o Mythos era muito melhor do que engenheiros de software humanos para encontrar formas pelas quais um código poderia ser comprometido”, afirmou Amodei durante a conversa.

A descoberta levou a empresa a adotar uma estratégia de liberação controlada da tecnologia. Antes de disponibilizar amplamente o modelo, a Anthropic decidiu compartilhá-lo com organizações responsáveis por infraestruturas críticas da internet e grandes empresas de tecnologia, permitindo que vulnerabilidades fossem identificadas e corrigidas preventivamente.

Entre os participantes do programa estão instituições financeiras e fornecedores globais de software. Segundo Amodei, cerca de 40 organizações já tiveram acesso ao sistema para auxiliar na busca e correção de falhas.

O executivo relatou que uma dessas empresas conseguiu localizar e corrigir mais vulnerabilidades em uma semana utilizando o Mythos do que havia encontrado ao longo de todo o ano anterior.

A expectativa da Anthropic é que o uso defensivo da tecnologia fortaleça a segurança digital global, reduzindo riscos associados a ransomware, espionagem cibernética e outros tipos de ataques. No entanto, Amodei reconheceu que existe um período de transição considerado delicado, no qual capacidades avançadas de IA precisam ser cuidadosamente administradas para evitar uso indevido por agentes maliciosos.

“Estamos tentando entregar essas capacidades primeiro aos defensores, antes que elas cheguem aos atacantes”, afirmou.

Embora não tenha anunciado uma data oficial de lançamento, Amodei sugeriu que a Anthropic espera concluir ainda este ano a fase de testes e correções conduzida com organizações de infraestrutura crítica, etapa considerada necessária antes de uma adoção mais ampla do modelo.

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