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Com mais de 30 empresas integradas, NTT Ltd avança na América Latina

A NTT Ltd., fornecedora mundial de serviços de tecnologia, que integrou a Dimension Data e outras mais de 30 empresas, resultando em uma corporação global de US$ 11 bilhões, criou um plano de integração e expansão na América Latina. Sob o comando de Jefferson Anselmo, a operação se consolida na região. Iniciamos operação na argentina há cerca de seis meses e estamos estudando o aprofundamento da operação na Colômbia, além de termos o Peru como foco”, informa Anselmo.

Dimension Data Brasil assume identidade da NTT

Quando lançada em 1º de julho de 2019, a NTT Ltd. agrupou 40 mil colaboradores, reunindo mais de 30 empresas, incluindo a NTT Communications, Dimension Data e NTT Security em uma única corporação. Já são mais de 10 mil clientes em todo o mundo, incluindo organizações líderes nos setores de serviços financeiros, produtos farmacêuticos, telecomunicações, energia, serviços públicos, manufatura, automotivo e tecnologia. Ao se tornar NTT, a companhia poderá oferecer a seus clientes um portfólio global de novas habilidades e recursos tecnológicos de última geração.

Nesta entrevista, Jefferson Anselmo fala sobre a integração das empresas do grupo NTT e a expansão dos negócios da empresa na região. Acompanhe.

IPNEWS: O que muda na estrutura da Dimension Data agora integrada ao Grupo NTT?

Jefferson Anselmo: Basicamente o que temos agora é o acesso mais fácil a um portfólio de soluções globais da NTT. O que antes era restrito ao universo DD agora amplia para todas as mais de 100 empresas do grupo no mundo, incluindo as mais de 30 empresas que fazem parte desta junção da NTT ltd. Teremos acesso a muito mais tecnologia para complementar o que fazemos hoje com a Cisco.

IPNEWS: Cita um exemplo, por favor?

JA: Por exemplo: as soluções clássicas para mitigar os ataques de negação de serviços distribuídos são locais. Você instala equipamentos e contrata serviços para se proteger de ataques que podem vir do mundo todo. Dependendo do volume de ataque, esta proteção pode falhar não pela estrutura em si, mas porque o volume é tão grande que a proteção montada não suporta. Como cerca de 40% do tráfego da internet no mundo passa pela rede da NTT, nós conseguimos fazer a proteção muito próximo à origem do ataque, não no destino. A NTT junto com a Cisco consegue proteger esta infraestrutura contra os ataques originados, por exemplo, na Ásia, antes que ele saia daquele continente.

IPNEWS: O acordo exclusivo com a Cisco será mantido?

JA: Permanece e se fortalece com todas estas capacidades. A Cisco é o nosso principal parceiro e vai continuar sendo de forma crescente. As pessoas e o nível de relacionamento são os mesmos. Eu diria que hoje é inimaginável conceber a atuação da NTT sem a Cisco. Não é concebível e vai continuar cada vez mais próximo e cada vez mais atuante.

IPNEWS: A everis também é parte desta integração?

JA: O que está sendo integrado hoje são por volta de 32 empresas, um número varia por causa das aquisições. A everis não participa deste primeiro movimento de integração. Ela faz parte do grupo e desenvolveremos projetos conjuntos, mas neste momento eles não vão operar com o nome NTT Ltd. Eles continuam como everis, que é parte da NTT Data.

IPNEWS: Eles têm ofertas concorrentes, não?

JA: Não, as ofertas são complementares. Nós não concorremos com a everis e a Cisco também não concorre com a everis.

IPNEWS: A everis oferece apenas serviço, não?

JA: Sim, só serviços. Eles trabalham com serviços um pouco diferentes dos nossos. Eles atuam em camadas mais altas, como gestão de infraestrutura de TI, field services, que não são serviços que estão no nosso core business hoje. Nós estamos muito mais próximos hoje dos serviços de infraestrutura.

IPNEWS: Vocês vão oferecer serviços de telecom como faz a NTT?

JA: A NTT tem licença para prover serviços de conectividade. Não é o carro chefe da empresa prover serviços de link local. Nós não vamos competir com as carriers tradicionais do mercado, ao contrário, somos grandes parceiros e eles compram conectividade da NTT. Podemos, sim, ter um papel interessante para os clientes que demandam uma oferta global. Meu target são os clientes que uma carrier tradicional não tem condições de atender sozinha.

IPNEWS: A troca de nome será um desafio para vocês no mercado, tendo em vista que Dimension Data é uma marca consolidada?

JA: A NTT também é uma marca forte. Está entre as 30 ou 50 marcas mais reconhecidas do mundo, mas além disso, há também a questão emocional da marca. É um desafio, a gente vai ter que explicar um pouco da marca NTT, mas o que ajuda muito é que as pessoas são as mesmas, os cargos e funções permanecem basicamente os mesmos.

IPNEWS: Há planos de expansão na América Latina?

JA: Sim, a gente começou um projeto mais intenso de integração e expansão latino-americana em janeiro deste ano, quando lançamos o chamamos de LIP (Latan Integration Program) no qual temos 16 grupos de trabalho com pessoas do Brasil, Chile, México e Argentina, trabalhando em atendimento a clientes e expansão da nova geografia. Iniciamos a operação na Argentina há seis meses e estamos estudando o aprofundamento das operações na Colômbia, além de termos o Peru como foco. Temos planos tanto de expansão quanto de integração. A ideia é que o cliente tenha a mesma experiencia ao ser atendido em qualquer país da região.

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