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Como o cibercrime consegue monetizar seus ataques

CLM e SentinelOne desvendam ecossistema criminoso e mostram cada elo dessa cadeia criminosa 

A CLM, distribuidor latino-americano de soluções de cibersegurança, e a fornecedora SentinelOne desvendaram uma complexa teia colaborativa do e-crime e seus ciberataques. Nos últimos anos, a disponibilidade de serviços de e-Crime se estabeleceu entre vários níveis de cibercriminosos, conduzindo a uma especialização significativa das redes criminosas e promovendo a cooperação entre fornecedores ilícitos.

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Os modelos de Cibercrime como Serviço (CaaS) permitem que os invasores compartilhem conhecimento técnico e práticas comerciais maliciosas na dark web, onde ficam acessíveis as ferramentas, os códigos e os serviços necessários para ciberataques. 

Surge nesse cenário os Initial Access Brokers (IABs), que vendem acesso não autorizado a sistemas comprometidos, permitindo que os compradores iniciem seus ataques. A introdução da monetização nas violações de dados acentua que houve uma transformação das ciberameaças em mercadorias extremamente lucrativas. 

Os IABs também oferecem um mercado para credenciais roubadas, vulnerabilidades de softwares descobertas e outras brechas, capacitando um conjunto mais amplo de criminosos. Com esse acesso imediato a alvos potenciais, os cibercriminosos são capazes de explorar estes gateways para lançar novas campanhas rapidamente. 

Expertise em terceirização para fins lucrativos 

A mudança na forma como os cibercriminosos colaboram também é atribuída aos afiliados ou associados cibernéticos, indivíduos ou grupos que usam seu conhecimento para ajudar em ciberataques em troca de parte nos lucros. Isso permite a especialização dentro do ecossistema criminoso, onde diferentes participantes contribuem com seus conhecimentos para criar um ecossistema de ameaças cada vez mais diversificado e potente. 

Os afiliados atuam como componentes que integram a estrutura de Ransomware como Serviço (RaaS) e aproveitam os recursos e ferramentas especializados fornecidos pelas plataformas RaaS para lançar campanhas sofisticadas, mesmo sem conhecimentos técnicos avançados. Esta colaboração amplifica o alcance e a gravidade dos ataques de ransomware, uma vez que os afiliados operam de forma autônoma com o amparo das plataformas RaaS, expandindo o cenário de ameaças. 

Facilitadores agem nos bastidores 

Sob a superfície do cibercrime existe uma rede de facilitadores que alimentam operações maliciosas. Os desenvolvedores do Crypter, por exemplo, criaram ferramentas que tentam disfarçar malwares, com o intuito de evitar a detecção por softwares de segurança menos sofisticados. Já os kits e droppers de malware oferecem código malicioso pré-empacotado, reduzindo ainda mais a barreira de entrada no cibercrime e atraindo uma nova geração de possíveis criminosos com pouco conhecimento técnico. 

A Bulletproof hosting ou hospedagem à prova de balas tem papel fundamental na interconexão dos cibercriminosos. Este tipo de hospedagem é um refúgio seguro para atividades ilegais na web, com infraestrutura resistente a remoções e ações policiais. Isso porque os provedores têm sua infraestrutura em jurisdições que são conhecidas por terem regulamentações de internet brandas ou inadequadas. E, assim, cibercriminosos podem hospedar conteúdo ilegal, distribuir malwares, criar sites de phishing e outras atividades maliciosas. 

Criptomoedas tornaram anônima a liquidação financeira 

Por fim, falta a questão da lavagem de dinheiro. Criptomoedas transformaram a forma como os atacantes gerenciam seus ganhos e conduzem atividades ilegais. As carteiras cripto armazenam ativos digitais com segurança e permitem transações anônimas em endereços exclusivos. Mixers ou tumblers embaralham transações, garantindo que a origem dos fundos seja difícil de rastrear. Os agentes de ameaças também usam Exchanges para converter de uma criptomoeda para outra. 

Para a CLM, o crescente intercâmbio entre os cibercriminosos reflete a complexidade do cenário atual do e-crime. Demonstra também a urgência de as organizações estabelecerem estratégias de cibersegurança de ponta a ponta que sejam capazes de salvaguardar de forma autônoma várias superfícies de ataque. 

 

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