Executivo da empresa destacou a necessidade de fomentar a Internet das Coisas a partir da solução dojot Aikido, que processa todo o backend de aplicações IoT.

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Este é o segundo release do produto, lançado inicialmente em setembro de 2017, e que foi reestruturado para expandir seu uso. A plataforma agora conta com uma interface gráfica de gerenciamento de usuários e dispositivos, configuração de fluxos de dados de maneira intuitiva e possibilidade de desenvolvimento de aplicações.
Segundo Mauricio Casotti, responsável de Marketing da dojot no CPqD, o diferencial da dojot Aikido é o que está por trás dela, um backend composto por estruturas computacionais acessíveis por interfaces padronizadas que simplificam a comunicação entre diferentes dispositivos IoT de uma mesma aplicação.
“A dojot é a responsável por armazenar, processar, filtrar, analisar e enviar as informações para a aplicação IoT desenvolver as regras de negócio. Através disso, o desenvolvimento de uma solução IoT é acelerado”, explica o executivo.
Para Casotti, a solução cumpre um importante papel de desenvolver o setor de IoT no Brasil, que não pode ser só um importador de tecnologias e precisa desenvolver o próprio ecossistema de Internet das Coisas. “Mais do que adotar o dojot, as organizações, instituições e órgãos precisam tomar uma postura de investir e trabalhar em projetos reais e fazer o ecossistema crescer”, afirma.
Um dos movimentos em prol do setor é da prefeitura de Campinas que estuda um projeto de IoT para segurança pública utilizando câmeras de videovigilância. A intenção do município é utilizar análise de dados na nuvem para identificar padrões suspeitos na cidade a partir das imagens captadas. Alertas vão avisar operadores que avaliarão o vídeo e farão a tomada de decisão, seja ela acionar a polícia sobre um crime ou o SAMU para um acidente.
“A dojot será a responsável por integrar os diferentes sensores para juntar outros serviços, como meteorologia para identificar desastres naturais e chamar a defesa civil automaticamente, por exemplo”, explica Casotti. “Será possível também integrar sensores de áudio para identificar tiros ou acidentes de trânsito.”
Ciclo de desenvolvimento
A ideia da plataforma surgiu há dois anos, quando a companhia viu oportunidade de mercado de IoT e propôs ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) um projeto de desenvolvimento de uma plataforma IoT. O CPqD, então, passou a pesquisar o mercado para descobrir soluções do tipo e chegou na europeia Fiware, usada como modelo para simplificar e agilizar o desenvolvimento. Em 2017, com o início do aporte de R$ 34 milhões (que está sendo diluído ao longo de dois anos), a empresa iniciou o desenvolvimento.
A plataforma é aberta e está disponível para que qualquer um utilize o código. A opção pelo modelo open source foi justamente para a comunidade ajudar a desenvolver, com o CPqD contando com o apoio de parceiros, indústria e academia. “Não dá pra fazer tudo sozinho”, relata Casotti. Entre as parceiras, estão as empresas Taggen, Icatel, Exati e Trópico.
A monetização é feita através de serviços, a exemplo do que a Red Hat faz com o Linux. “O CPqD vai atuar como o ator que suporta o funcionamento de todas as aplicações para missão crítica”, explica o executivo. A empresa também conta com projetos de IoT que utilizam a plataforma e ajudam a monetizá-la.
Ainda segundo Casotti, a plataforma vai ser atualizada conforme a demanda do mercado e a intenção é que sejam lançados dois releases por ano. O próximo está marcado para outubro e já tem nome: dojot Battoujutsu. A nova ferramenta contará com tratamento de áudio e vídeo streaming – justamente para ser aplicada no projeto em Campinas – e gerenciamento automatizado em nuvem, para dar elasticidade à solução.
“Também está previsto o lançamento de uma versão como serviço (SaaS) da dojot, que contará com cobrança por serviço de infraestrutura e suporte através de uma assinatura mensal”, encerra o executivo.