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Custo da fibra óptica deve subir até 170% após tarifas antidumping, estima Feninfra

A conectividade e a infraestrutura digital do Brasil estão em risco após a decisão do Gecex de adotar medidas protecionistas sobre a importação de componentes vitais para a rede de dados. A aplicação de tarifas antidumping sobre a fibra óptica e cabos originários da China, estabelecida pelas Resoluções Gecex nº 829/2025 e nº 837/2025, deve provocar uma elevação de até 170% no custo dos insumos, travando investimentos estratégicos em todo o território nacional.

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A medida impõe uma sobretaxa de US$ 47,46 por quilo para fibras ópticas monomodo e de US$ 2,42 por quilo para cabos de fibra óptica. “Na prática, esse aumento súbito de custos inviabiliza o cronograma de expansão de projetos fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico do país”, explica Vivien Mello Suruagy, presidente da Feninfra – Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática, entidade que representa as empresas do setor.

Para a executiva, a decisão de taxar a fibra chinesa é um erro estratégico que pune o consumidor e a economia, além de atrasar a expansão digital. “O Brasil corre o risco real de parar no tempo. Ao aplicar uma tarifa que eleva o custo, o governo não está apenas tributando um produto. Não há como manter o ritmo de crescimento da nossa infraestrutura com esses valores. A medida é um retrocesso que gera desemprego e amplia o fosso digital, deixando os mais pobres sem acesso à tecnologia básica”, afirma Vivien.

Os impactos

Analisar os impactos do atual cenário econômico sobre o setor de telecomunicações é fundamental para medir o risco ao avanço tecnológico brasileiro. Entre os pontos mais críticos, destacam-se:

A presidente da FENINFRA destaca ainda que o protecionismo para uma parcela bem limitada da indústria nacional não justifica o prejuízo sistêmico que será causado. “É um contrassenso querer transformar o Brasil em uma potência digital enquanto se cria barreiras intransponíveis para a compra da matéria-prima que constrói essa rede. A conectividade é hoje um insumo básico, tão ou mais importante que a energia elétrica”, conclui.

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