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Dados biométricos entram na fase decisiva de regulamentação pela ANPD

A regulamentação de dados biométricos pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) avança para sua etapa mais sensível. Após a conclusão da Tomada de Subsídios e a publicação de Nota Técnica consolidando as contribuições recebidas, o órgão trabalha atualmente na elaboração da minuta de resolução que estabelecerá regras específicas para o tratamento dessas informações.

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A futura norma deverá tratar de bases legais, exigências de segurança, avaliação de impacto e limites para o uso de tecnologias como reconhecimento facial — especialmente em ambientes sensíveis como hospitais e clínicas. A consulta pública da minuta é esperada para o primeiro semestre de 2026.

Para Márcia Ferreira, advogada e especialista em Direito Digital e Proteção de Dados do Di Blasi, Parente & Associados, trata-se de um momento estratégico para o setor participar ativamente do debate regulatório. “A regulamentação de dados biométricos terá impacto direto na identificação de pacientes, no controle de acesso e na adoção de novas tecnologias. É fundamental que o setor contribua tecnicamente para garantir uma norma equilibrada e operacionalmente viável”, afirma a especialista.

Ela ressalta que, uma vez publicada a resolução final, as obrigações serão imediatamente fiscalizáveis. “Não se trata apenas de adequação documental. Será necessário demonstrar avaliação de risco, proporcionalidade e adoção de medidas de segurança robustas”, pontua Márcia.

A especialista recomenda que organizações iniciem desde já a revisão de seus sistemas de coleta biométrica, políticas de retenção e descarte, além da elaboração ou atualização dos Relatórios de Impacto à Proteção de Dados.

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