Ícone do site IPNews – O Portal da Conectividade

Demissão em massa no Google pode ser resultado da IA, diz advogado

Informações apontam para a demissão de 30 mil funcionários em todo o mundo apenas no departamento de marketing

Na última terça-feira (16/1), o Google realizou uma demissão em massa que afeta inclusive funcionários brasileiros. Não se sabe quantas pessoas foram demitidas, nem os termos de suas rescisões, mas, segundo a newsletter “The Information”, o plano da empresa seria demitir cerca de 30 mil funcionários em todo mundo, apenas do departamento de marketing, para investir mais em Inteligência Artificial (IA) e machine learning.

CONTEÚDO RELACIONADO: Especialista explica como a inteligência artificial pode apoiar a proteção de sistemas e dados

O Google disse em nota oficial que todo ano executa “um processo rigoroso para estruturar nossa equipe para oferecer o melhor serviço aos nossos clientes do serviço de anúncios Ads”. A própria empresa já havia anunciado, na semana passada, que demitiria vários funcionários em suas unidades de Assistente de Voz, suas equipes de hardware responsáveis pelo Pixel, Nest e Fitbit, além do time de realidade aumentada.

Para Vitor Monaquezi Fernandes, especialista em direito do trabalho individual e coletivo e sócio da Crivelli Advogados, este episódio serve como um alerta sobre a necessidade urgente de discutir os impactos da inteligência artificial no trabalho. “É inegável que a IA tem transformado o panorama laboral, acelerando a automação e, consequentemente, reduzindo a necessidade de mão de obra humana em diversos setores”, destaca o especialista.

Ele ressalta que essa transição não está sendo acompanhada de medidas adequadas para a realocação ou requalificação dos trabalhadores afetados. Os anos têm demonstrado que o uso desenfreado da inteligência artificial, sem uma estrutura regulatória e sem políticas de apoio aos trabalhadores, pode levar à extinção de postos de trabalho de forma indiscriminada.

“É essencial que as empresas, especialmente gigantes da tecnologia como o Google, assumam a responsabilidade social de mitigar os impactos negativos dessa transição”, enfatiza Monaquezi. “Há a necessidade de criar mecanismos para garantir que os trabalhadores não sejam deixados para trás na corrida tecnológica, promovendo a educação continuada e a requalificação profissional”, pontua.

Como sociedade, Vitor Monaquezi Fernandes afirma que devemos exigir que as inovações tecnológicas, incluindo a inteligência artificial, sejam implementadas de maneira que valorize o capital humano e promova um mercado de trabalho mais justo e inclusivo. “A regulamentação do trabalho envolvendo IA não é apenas uma necessidade legal. É um imperativo ético e social para garantir um futuro de trabalho digno para todos”, ressalta ele.

 

Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e Twitter.

Sair da versão mobile